
Injeção periesfincteriana de toxina botulínica tipo A: uma alternativa para pacientes com dor prostática crônica?
Zermann e cols. avaliaram neuro-urologicamente 11 pacientes com dor prostática crônica antes e após a injeção de toxina botulínica tipo A (BTX; 200 UI) e verificaram que o relaxamento do músculo esfincteriano uretral pelo bloqueio da liberação de acetilcolina consequente à injeção de BTX era seguido pelo alívio da dor e melhoramento da sintomatologia. Os pacientes sofriam de dores no assoalho pélvico, falta de controle das funções pélvicas, hipersensibilidade uretral e hiperatividade do músculo. Visto isso, os autores sugeriram que a transmissão aumentada de informações nociceptivas do assoalho pélvico disfuncional ao SNC induziu mudanças plásticas no processamento central, originando dor crônica. A interrupção da via eferente quebraria o círculo vicioso constituindo uma alternativa para o tratamento da dor prostática crônica. Referência: Eur Urol 2000, 38(4):393-9