
Lamotrigine para o tratamento da dor tardia pós acidente vascular encefálico
Lamotrigine, um anticonvulsivante capaz de reduzir a hiperexcitabilidade (por bloqueio de canais de sódio voltagem-dependente e bloqueio da liberação de glutamato) das células cerebrais vem sendo amplamente utilizado em pacientes portadores de epilepsia. Achados recentes publicados na revista Neurology mostraram a eficácia do lamotrigine na redução da dor tardia pós acidente vascular encefálico. Esta dor é de origem central, crônica, de difícil tratamento e atinge regiões corporais onde possivelmente ocorreram diminuição da sensibilidade devido ao acidente vascular encefálico. Ela provavelmente é decorrente da injúria das fibras aferentes primárias, o que acarreta hipersensibilidade no córtex cerebral ou resposta excessiva a um estímulo inócuo, ocasionando a sensação dolorosa. Desta forma, a administração oral de lamotrigine em doses diárias de até 200 mg foi bem tolerada e reduziu significativamente a dor central pós acidente vascular encefálico, sendo portanto, uma alternativa de tratamento.