
Artigo
Mecanismo da ação antinociceptiva da dipirona
Siebel e cols. (UFSC) apresentaram estudo em camundongos nos quais se avaliou o tempo que o animal permaneceu lambendo a região caudal (reação nociceptiva) após administração intratecal de glutamato, trans-ACPD ou substância P, ou administração intraplantar de PMA. Os autores observaram que o pré-tratamento intraperitoneal ou intratecal dos animais com dipirona inibiu os efeitos do glutamato, do trans-ACPD, da substância P e do PMA e concluíram que a ação antinociceptiva da dipirona parece depender de interação da droga com receptores glutamatérgicos metabotrópicos. Além disso, substância P e a via da PKC também parecem contribuir para o efeito antinociceptivo da dipirona.