
Mecanismos envolvidos na antinocicepção causada pelo composto MV8612 isolado de Mandevilla velutina em ratos
Santos e cols., do Departamento de Farmacologia do Centro de Ciências Biológicas da Universidade de Santa Catarina, Florianópolis, demonstraram que a administração intraperitoneal, intratecal ou intracerebroventricular de MV8612, um composto isolado da planta Mandevilla velutina, causa completa inibição da hiperalgesia térmica induzida pela injeção intratecal de bradicinina (BK) ou capsaicina. O MV8612 também inibiu as fases neurogênica e inflamatória da resposta à formalina. A injeção dos bloqueadores de canais de K+ apamim e caribdotoxina 15 minutos antes do estímulo nociceptivo marcadamente preveniu a antinocicepção do MV8612 no teste de formalina. Em contraste, o tetraetilamonio (TEA) ou a glibenclamida não tiveram efeito. O tratamento com toxina pertussis (i.c.v.) resultou em significante inibição da antinocicepção induzida pelo MV8612 e pela morfina no teste de formalina. Em vista destes resultados, os autores sugerem que o efeito antinociceptivo do MV8612 está associado à inibição da ação da BK e aos canais de K+ ativados por Ca+2 de baixa e alta condutância, além de ativação de proteína Gi/o sensível à toxina pertussis. Referência: Brain Research, 961: 269-276, 2003.