Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Meninos e meninas respondem de forma diferente ao tratamento para

dor Pesquisa científica realizada com análise de 46 artigos publicados a partir de 2015 indica que o sexo pode interferir no tratamento para dor. As questões socioculturais podem estar relacionadas à expressão da dor, uma vez que meninas s

DOL · Dor On Line Edição 202 · Maio 2017 ⭳ Baixar em PDF

dor
Pesquisa científica realizada com análise de 46 artigos publicados a partir de 2015 indica que o sexo pode interferir no tratamento para dor. As questões socioculturais podem estar relacionadas à expressão da dor, uma vez que meninas são mais instruídas a expressar seus sentimentos e buscar apoio, enquanto os meninos são orientados a serem mais fortes e não expressar a dor, que seria um sinal de fraqueza.
Pela necessidade de se promover terapias psicológicas mais eficientes para dor crônica, baseado não só no relato clínico, mas também no sexo do paciente, a

pesquisa verificou a possível influência do sexo na eficácia das terapias psicológicas para dor crônica e dor recorrente em crianças e adolescentes em situações de pré- tratamento, pós-tratamento e tratamento acompanhado, avaliando os quesitos de dor, incapacidade, ansiedade e depressão.
Os resultados mais significativos apontam que meninas apresentam mais episódios de dor de cabeça e quadros de ansiedade e depressão mais intensos. O tratamento psicológico para dor é eficiente para os dois sexos, entretanto, em uma situação de dor crônica meninos utilizam de distração para lidar com a dor, enquanto meninas tendem a catastrofizar e receber mais apoio social para lidar com ela. Assim, entender a relação do sexo e gênero com a resposta ao tratamento da dor representa um fato de extrema relevância, porque pode ajudar a contextualizar o comportamento da dor e promover tratamentos mais específicos.
Referência: Boerner KE, Eccleston C, Chambers CT, Keogh E. Sex differences in the efficacy of psychological therapies for the management of chronic and recurrent pain in children and adolescents: a systematic review and meta-analysis. Pain.2017;158(4):569-82.
* Graduada em Biomedicina pelo Centro Universitário de Brasília com habilitação em Patologia Clínica (Análises Clínicas). Mestre em Ciências da Saúde pela UnB e especialista em Vigilância Sanitária pela PUC-GO e também em Hematologia e Banco de Sangue pela faculdade Arthur Thomas. Aluna da disciplina “Redação e publicação de trabalhos científicos 1” (PGCTS-UnB).
Alerta submetido em 02/05/2017 e aceito em 02/05/2017.

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