Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Ciência e Tecnologia

Microbiota intestinal e sinalização da dor

Descobertas recentes relacionaram distúrbios gastrointestinais caracterizados por dor abdominal à composição da microbiota intestinal. Pesquisadores realizaram um estudo com camundongos para avaliar transplante de microbiota fecal (TMF) com

DOL · Dor On Line Edição 267 · Outubro 2022 ⭳ Baixar em PDF

Descobertas recentes relacionaram distúrbios gastrointestinais caracterizados por dor abdominal à composição da microbiota intestinal. Pesquisadores realizaram um estudo com camundongos para avaliar transplante de microbiota fecal (TMF) como modulador da dor visceral e tiveram como resultado alcançado a neutralização dessa dor. Para a realização da pesquisa, induziram colite em camundongos. O efeito do transplante de microbiota fecal de doadores com colite experimental foi avaliado após uma depleção da microbiota mediada por antibióticos. Diante das manipulações da microbiota e dos experimentos realizados, o TMF de animais acometidos por dor visceral a camundongos saudáveis foi suficiente para induzir hipersensibilidade visceral. Por outro lado, a manipulação da microbiota intestinal por TMF induziu redução da dor visceral persistente em animais com colite experimental. Sendo demonstrada uma forte associação entre o limiar de dor dos animais e as alterações na composição da microbiota. Apesar de já ser conhecido que a microbiota intestinal está envolvida nas vias de regulação da dor, as evidências ainda não são suficientes para esclarecer totalmente e nem apontam de forma clara se o transplante de microbiota fecal atuaria como boa opção terapêutica na reversão da persistência da dor visceral. Sendo assim, a importância desse estudo foi elucidar e fornecer ao campo de pesquisa novas descobertas sobre a temática. Referência: Lucarini E, Di Pilato V, Parisio C, et al. Visceral sensitivity modulation by faecal microbiota transplantation: the active role of gut bacteria in pain persistence. Pain. 2022;163(5):861-877. doi:10.1097/j.pain.0000000000002438 Alerta submetido em 17/06/2022 e aceito em 08/07/2022. Escrito por Anne Caroline Nunes Carmo.

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