Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Modelos animais para avaliação de dor crônica não abrangem todos os aspectos clínicos humanos

DOL · Dor On Line Edição 127 · Fevereiro 2010 ⭳ Baixar em PDF

A dor crônica está entre as principais causas de prejuízo nas atividades diárias de pacientes. Buscando auxiliar na terapêutica desse problema, muitas pesquisas têm se desenvolvido. Mas, o que um estudo publicado esse ano aponta, é que os modelos animais, usados na fase pré-clínica dessas pesquisas, raramente revelam as alterações emocionais e de qualidade de vida decorrentes da dor persistente. Esse estudo observou aspectos diários como alimentação, consumo de água, oscilação de peso e locomoção, bem como comportamentais, como ansiedade e depressão. Os animais foram monitorados por 16 dias, levando-se em conta seu ciclo circadiano. Os autores mostraram que os modelos-padrões para estudo da dor persistente não conseguem revelar qualquer evidência de mudança comportamental, afetiva ou de qualidade de vida no animal, apesar de avaliarem eficazmente os parâmetros farmacológicos e fisiológicos da dor crônica. É necessário o desenvolvimento de um modelo murino de dor persistente em que as alterações presentes em humanos sejam plenamente mimetizadas e as contribuições terapêutica e científica de pesquisas envolvendo a dor crônica sejam plenas. Referência: Urban R, Scherrer G, Goulding EH, Tecott LH, Basbaum AI. Behavioral indices of ongoing pain are largely unchanged in male mice with tissue or nerve injury-induced mechanical hypersensitivity. Pain. 2011 Jan 24. [Epub ahead of print]

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