
Mortes por overdose de metadona são desproporcionais ao número de prescrições
O uso dos opioides sempre foi uma preocupação para entidades reguladoras de medicamentos e, também, para as equipes de saúde. A metadona, um fármaco opioide, foi desenvolvida na primeira metade do século XX na Alemanha, provavelmente pela possível falta de ópio e seus derivados durante a guerra e até hoje é usada como analgésico, antitussígeno e até mesmo para o tratamento da leucemia. Pesquisadores mostraram no 26º encontro anual da American Academy of Pain Medicine que, nos Estados Unidos, a metadona aparece em apenas 5% das prescrições de opioides. No entanto, 30% das mortes envolvendo o uso de opioides está relacionada ao uso indevido de metadona. Especialistas apontam que esse problema tem causas multifatoriais. Uma das causas é que ao longo do ano de 2006, o FDA (Food and Drug Administration) recomendou que a dose do início do tratamento seria 80mg/dia, dose que para algumas pessoas já seria o suficiente para levá-los a óbito. Essa dose inicial foi modificada para 30mg/dia. Outra solução proposta pelo FDA seria exigir as REMS (estratégias de avaliação e risco) antes da prescrição de opioides, o que ao menos teria o aval dos médicos para o uso do medicamento. Fonte: American Academy of Pain Medicine (AAPM) 26th Annual Meeting: Poster 228. Presented February 3-5, 2010. http://www.medcenter.com/Medscape/content.aspx?bpid=102&id=25242