
Neuropatia não é sinônimo de dor
Estudo transversal prospectivo feito no Hospital Geral de Toronto, entre 2016 e 2017, com 113 pacientes com polineuropatia não diabética concluiu que a fraqueza muscular, e não a dor, está associada a uma neuropatia mais grave. O estudo foi
Estudo transversal prospectivo feito no Hospital Geral de Toronto, entre 2016 e 2017, com 113 pacientes com polineuropatia não diabética concluiu que a fraqueza muscular, e não a dor, está associada a uma neuropatia mais grave. O estudo foi conduzido com o objetivo de estabelecer uma associação entre os sintomas neuropáticos e a gravidade da neuropatia, o que poderia auxiliar na escolha do tratamento mais adequado para cada paciente. Utilizando avaliações clínicas, funcionais, exames físicos e questionários, os pesquisadores compararam as características da polineuropatia aos sintomas neuropáticos. A presença da dor não foi linearmente associada à gravidade da neuropatia, enquanto a fraqueza muscular foi associada de modo linear à gravidade. Além disso, o estudo demonstrou que a dormência e formigamento são os sintomas mais comuns, seguidos de fraqueza e dor. O estudo concluiu que a fraqueza muscular é provavelmente o sintoma neuropático mais confiável para avaliar a gravidade da neuropatia não diabética. É preciso alertar, portanto, que a redução da dor com o decorrer do tempo, pode fornecer ao paciente uma falsa ideia quanto à gravidade da sua neuropatia, podendo levar à redução do cuidado e agravamento do quadro neuropático. Referência: Abraham A, Lovblom LE, Bril V. The complex association between pain and neuropathy. Muscle Nerve. 2021;63(4):538-545. doi:10.1002/mus.27171 Alerta submetido em 16/11/2021 e aceito em 10/12/2021. Escrito por Carina Fernandes Silva.