
Novos indícios sobre os mecanismos bioquímicos envolvidos na tolerância à morfina
Um trabalho recentemente publicado na conceituada revista Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics mostrou que o tratamento crônico com morfina envolve vias bioquímicas reguladas pelas enzimas quinase dependente de ciclina 5 (ciclin dependent kinase 5 - CDK5) e quinase glicogênio-sintase 3 (glycogen synthase kinase 3 - GSK3). Mais ainda, o estudo mostrou que a inibição destas enzimas por inibidores específicos foi capaz de prevenir a tolerância à morfina em ratos, além de também reverter, após uma única administração, a tolerância já instalada pelo tratamento crônico. Os autores sugerem que este efeito estaria relacionado à quebra da interação entre receptores do tipo N-metil-D-aspartato (NMDA) e a enzima CDK5. O envolvimento de CDK5, GSK3 e a interação entre receptores opioides e glutamatérgicos no desenvolvimento da tolerância à morfina teria alguma similaridade com os efeitos postulados da cocaína na função sinalizadora da dopamina. (PGBDN) Autores e procedência do estudo: Jan Rodriguez Parkitna, Ilona Obara, Agnieszka Wawrzczak-Bargiela, Wioletta Makuch, Bárbara Przewlocka, Ryszard Przewlocki - Department of Molecular Neuropharmacology (J.R.P., A.W.B., R.P.); Department of Pain Pharmacology, Institute of Pharmacology Polish Academy of Sciences, Krakow, Poland (I.O.,W.M., B.P.); Referência: Effects of GSK3β and Cdk5 Kinase Inhibitors on Morphine-induced Analgesia and Tolerance in Rats. JPET Fast Forward. Published on August 10, 2006 as DOI:10.1124/jpet.106.107581.