Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Novos modelos para análise da dor orofacial

DOL · Dor On Line Edição 14 · 2001 ⭳ Baixar em PDF

Zampronio, A. R. e cols da UFPR observaram que a injeção de formalina no lábio superior de ratos induz comportamento de esfregação na região injetada. Este comportamento, assim como a sacudida da pata observada no modelo tradicional de formalina, é caracterizado pelas fases I (0- 3 min) e II (12- 30 min). A injeção local de atenolol ou dipirona reduziu a fase II, no entanto, a indometacina não alterou a resposta quando administrada local ou sistemicamente. Veiga, M.C.F.A. e cols. da UNICAMP-Piracicaba padronizaram outro modelo comportamental para estudo da dor orofacial utilizando o óleo de mostarda (OM) na ATM. A resposta caracterizou-se pelo ato de coçar a região e levantar rapidamente a cabeça, quantificada por 45 minutos. Houve diferenças estatísticas do controle tratado com óleo mineral em relação aos grupos OM. O tratamento com analgésico de ação central (tramadol) reduziu o comportamento de maneira dose-dependente. Assim, o OM produz reações comportamentais nociceptivas quantificáveis, que podem ser inibidas pelo tramadol.

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