Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

O uso crônico de anti-inflamatórios não esteróides aumenta o risco de morte após AVC

DOL · Dor On Line Edição 172 · Novembro 2014 ⭳ Baixar em PDF

Os inibidores específicos da COX-2 são amplamente utilizados no tratamento de doenças de ordem inflamatória e no controle da dor. Os principais anti-inflamatórios não esteroides inibidores da COX-2 conhecidos são, diclofenaco, etodolaco, nabumeton e meloxicam, e mais recentes, o celecoxib e rofecoxib. Pesquisadores do Hospital Universitário de Aarhus na Dinamarca analisaram os registros médicos de 100,243 pacientes dinamarqueses que foram hospitalizados com acidente vascular cerebral (AVC), entre 2004 e 2012. Associado a essa informação a equipe médica relacionou os pacientes que tiveram AVC, com histórico passado de utilização frequente de inibidores da COX-2, inclusive quando eles estavam usando esses medicamentos e que tipo de inibidores COX-2 estavam tomando. O estudo demonstrou que as pessoas que eram usuárias regulares de inibidores COX-2 tiveram 19% mais propensão ao óbito após ter sofrido um AVC comparado às pessoas que não usavam nenhum inibidor COX-2. O estudo apontou também que os novos usuários de inibidores de COX-2 tiveram 42% mais propensão de vir ao óbito após um AVC em comparação com os não usuários dos medicamentos. Os pesquisadores ainda descobriram que os pacientes que tomaram especificamente etodolaco tinha prevalência de 53% ao óbito após um AVC, em comparação com os não usuários. O AVC é a quarta principal causa de morte nos EUA, mais da metade das pessoas que sofreram um AVC tiveram a doença de maneira repentina, além disso, com alta incidência de uso dos inibidores da COX-2. Por isso, para esses pacientes que sofreram AVC, os inibidores da COX-2 devem ser evitados, sempre buscando outras opções disponíveis. Esse estudo identificou que a enzima COX-2 uma vez inibida, pode favorecer o óbito em paciente com histórico de AVC, por isso a busca incessante por novos medicamentos e cada vez com alvos mais específicos, evitando graves efeitos secundários, pode ser a chave na redução de tantas mortes associado ao uso de medicamentos. Referência: Schmidt M, Hováth-Puhó E, Christiansen CF, Petersen KL, Bøtker HE, Sørensen HT. Preadmission use of nonaspirin nonsteroidal anti-inflammatory drugs and 30-day stroke mortality. Neurology. 2014. pii: 10.1212/WNL.0000000000001024.

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