Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Papel do farmacêutico no seguimento farmacoterapêutico para o controle da dor de origem oncológica

DOL · Dor On Line Edição 177 · Abril 2014 ⭳ Baixar em PDF

A dor é uma das maiores causas de incapacidade e sofrimento para pacientes com câncer, que raramente são avaliadas e mensuradas para monitorar tal experiência. Porém a Organização Mundial de Saúde (OMS) elaborou o “Guia para Tratamento da Dor no Câncer”, que tem por base a preconização do uso preferencial da via oral, a administração dos fármacos em horários pré-estabelecidos, seguido pela Escala Analgésica da OMS, que se propõe o uso de analgésicos anti-inflamatórios não esteroides, de opioides fracos e opioides fortes, nesta sequência. O tratamento é considerado adequado quando existe congruência entre o nível de dor relatado pelo paciente e a potência do analgésico prescrito. A Portaria nº 1.083 da Secretaria de Atenção à Saúde Brasileira, de 2 de outubro de 2012, diz em seu anexo que inexistem dados disponíveis no Brasil sobre a prevalência de dor crônica e de acordo com a International Association for the Study of Pain (IASP) a dor pode ser aguda (duração inferior a 30 dias) ou crônica (duração superior a 30 dias), sendo classificada segundo seu mecanismo fisiopatológico em três tipos: a) dor de predomínio nociceptivo, b) dor de predomínio neuropático e c) dor mista (leia mais em "Pacientes com dor neuropática passarão a contar com novo medicamento oferecido pelo SUS", boletim 147, ano 13). Um exemplo de dor mista é a dor devida ao câncer. A progressão da doença e administrações de analgésicos não adequados podem ocasionar o aumento da dor, por isso a necessidade do farmacêutico para classificação da prescrição como compatíveis, compatíveis com restrições ou incompatíveis de acordo com a intensidade da dor. O profissional farmacêutico deve auxiliar no tratamento álgico de pacientes oncológicos visando o uso racional e o monitoramento das reações adversas a medicamentos, assegurando a prescrição mais segura atribuindo o protocolo proposto pela OMS, garantindo a melhor qualidade de vida ao paciente. É obrigatória a informação ao paciente ou a seu responsável legal dos potenciais riscos, benefícios e efeitos colaterais relacionados ao uso de medicamentos preconizados no Protocolo da Portaria Nº 1.083, desta maneira, o profissional farmacêutico tem sua importância não somente no controle da dor oncológica, mas também nos demais tipos de dores que envolvam o tratamento terapêutico estabelecido na Escala Analgésica, assim como na correta orientação e assistência farmacêutica de pacientes e responsáveis. Referência: Rabelo, Mari Lisa, & Borella, Márcio Luis Lima. Papel do farmacêutico no seguimento farmacoterapêutico para o controle da dor de origem oncológica. Revista Dor. 2013, 14(1), 58-60.

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