
Personalização de informações sobre efeitos colaterais: mitigando o
efeito nocebo O artigo, publicado em 2024, discute uma análise experimental conduzida por Clemens et al., a qual demonstra que os pacientes estão mais interessados nos efeitos colaterais mais comuns e graves, sugerindo que a decisão sobre a
efeito nocebo O artigo, publicado em 2024, discute uma análise experimental conduzida por Clemens et al., a qual demonstra que os pacientes estão mais interessados nos efeitos colaterais mais comuns e graves, sugerindo que a decisão sobre a divulgação dessas informações deve ser colaborativa e com orientações claras. O estudo envolveu duas investigações online pré-registradas em grande escala, com mais de 900 participantes adultos nos Estados Unidos, incluindo aqueles com e sem histórico de dor lombar. Os pesquisadores examinaram a perspectiva individual sobre informações de efeitos colaterais, considerando características como frequência, gravidade e duração dos efeitos adversos esperados, além da tendência individual de evitar informações e minimizar o efeito nocebo. Esse efeito é definido pela presença de algum sinal/sintoma colateral adverso depois de ter o conhecimento sobre ele, que pode afetar o percurso do tratamento. Dessa forma, o texto afirma que a comunicação entre profissional e paciente deve ser cuidadosa e clara, a fim de proporcionar conhecimento, educação sobre as possíveis reações do medicamento ou da atividade proposta. Embora, consequências do efeito nocebo possam estar presentes, a prioridade deve ser o paciente, o qual deve receber as orientações para obter uma decisão sem influências e saber lidar caso apresente algum efeito adverso.
Por isso, a orientação correta é fundamental para a melhor adesão e melhor condução no período de tratamento, considerando que pode haver a possibilidade de riscos, mesmo que sejam mínimos, vale a atenção para eles. Nesse sentido, cabem mais estudos visando estabelecer achados nas populações para avaliar exatamente como esses fatores podem influenciar no percorrer do acompanhamento terapêutico e trazer mais segurança ao paciente além de assertividade. Referência: Bingel U, Wiech K. Informing about side effects: putting patients (preferences) first. Pain. 2024 Feb 1;165(2):252-253. doi: 10.1097/j.pain.0000000000003096. Epub 2023 Nov 28. Erratum for: doi: 10.1097/j.pain.0000000000003025. Alerta submetido em 06/04/2024 e aceito em 12/04/2024. Escrito por Aline Frota Brito e Ana Clara Gonçalves Madeiro.