Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Pesquisadores americanos afirmam que o gânglio da raiz dorsal não participa do desenvolvimento da hiperalgesia inflamatória

DOL · Dor On Line Edição 69 · Abril 2005 ⭳ Baixar em PDF

Elizabeth Katz e Michael Gold avaliaram a contribuição da inflamação persistente em ratos para o aumento da excitabilidade de fibras finas do tipo C presentes no sítio da inflamação. A excitabilidade e a quimiosensibilidade das fibras C de ratos controle e de ratos que foram submetidos à inflamação (injeção de Adjuvante Completo de Freund – CFA) foram verificadas em preparações de gânglios das raízes dorsais (GRD) intactos e dissociados. A excitabilidade foi registrada antes e após a aplicação de uma “sopa inflamatória” contendo bradicinina, serotonina e prostaglandina E2. Foi observado que a inflamação persistente diminuiu a excitabilidade do aferente cutâneo nos gânglios intactos e não teve influência na magnitude do aumento da excitabilidade induzida pela sopa inflamatória. Já nos gânglios dissociados, a excitabilidade aumentou nos nociceptores cutâneos obtidos de ratos inflamados. Estes resultados sugerem que o corpo celular, nos gânglios intactos, contribui minimamente para a dor e hiperalgesia associadas à inflamação persistente. Autores e procedência: Elizabeth J. Katz e Michael S. Gold - Department of Biomedical Sciences, University of Maryland Dental School, Baltimore, Maryland. Nota da redação: O estudo descarta que a inflamação persistente aumenta a excitabilidade no GRD intacto. Entretanto, nesta preparação, os nervos são cortados, de forma que existe a possibilidade de a própria preparação sensibilizar os neurônios. Além disso, diversos estudos mostram que o gânglio da raiz dorsal possui receptores para mediadores inflamatórios, os quais devem colaborar para o aumento da excitabilidade. Referência: Inflammatory Hyperalgesia: A Role for the C-Fiber Sensory Neuron Cell Body? The Journal of Pain, Vol 7, No 3 (March), 2006: pp 170-178

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