
Pesquisadores americanos propõem modelo experimental químico de alodinia que permitiria a avaliação da ação de drogas sem influência de processos inflamatórios presentes em modelos cirúrgicos
Um grupo de pesquisadores americanos liderados por DW Gil propôs, em um recente artigo publicado no periódico British Journal of Pharmacology, um novo modelo experimental de alodinia, provocado pela administração intraperitoneal ou intratecal, em camundongos, de doses crescentes de três diferentes agonistas de receptores presentes em neurônios (N-metil-D-Aspartato [NMDA], um agonista de receptores prostanoides do tipo EP1/EP3, e um agonista de receptores adrenérgicos do tipo α1). Para avaliar a alodinia utiliza-se um teste de toque com uma escova, sendo que o comportamento nociceptivo é graduado em uma escala arbitrária, variando de 0 a 2. Também são utilizados filamentos de von Frey nesta avaliação. Diferentes fármacos com ação demonstrada sobre estados de alodinia (como a gabapentina, a amitriptilina, a clonidina e a morfina) também foram explorados no artigo, com o objetivo de validar o modelo proposto. De acordo com os autores, este modelo visa substituir modelos cirúrgicos de indução de alodinia, como por exemplo, o modelo de ligadura do nervo ciático, já que estes métodos sabidamente possuem componentes inflamatórios, que podem influenciar no resultado final, de modo que provavelmente não mimetizam totalmente um estado patológico alodínico, no qual estímulos não-nocivos passam a ser interpretados como estímulos nocivos. Assim, os autores propõem que o modelo desenvolvido pode ser utilizado para o screening de novos fármacos que atuem neste tipo de dor. Autores e procedência do estudo: DW Gil, CV Cheevers and JE Donello - Department of Biological Sciences, Allergan Inc., Irvine, CA, USA; Referência: Transient allodynia pain models in mice for early assessment of analgesic activity. British Journal of Pharmacology (2007), 1–6.