
Recurso que orienta mudança na prática da dor melhora desfechos
clínicos de dor em unidades de terapia intensiva Estudo híbrido realizado no Canadá identificou que um website voltado à mudança da prática da dor, proporcionou redução de procedimentos dolorosos, aumento da avaliação da dor e aumento do tr
clínicos de dor em unidades de terapia intensiva Estudo híbrido realizado no Canadá identificou que um website voltado à mudança da prática da dor, proporcionou redução de procedimentos dolorosos, aumento da avaliação da dor e aumento do tratamento da dor em neonatos. O principal objetivo do estudo foi avaliar a efetividade do recurso chamado ImPaC (Implementation of infant pain practice change) que consiste em uma ferramenta de 7 passos, elaborada para guiar profissionais da saúde em processos de mudança para melhora da mensuração e tratamento da dor. Além disso, a hipótese dos pesquisadores era de que Unidades de Terapia Intensiva que aplicassem a ferramenta obteriam melhores desfechos clínicos comparado ao cuidado usual. No estudo realizaram um ensaio clínico randomizado, com uma amostra de 354 neonatos submetidos a intervenção e 325 em cuidados usual (grupo Intention to Treat) e 678 neonatos submetidos à intervenção e 325 aos cuidados usuais (grupo lista de espera). Para a implementação do recurso ImPaC, selecionaram profissionais com no mínimo 3 anos de experiência em Unidades de Terapia Neonatais e experiência em liderança clínica e os submeteram a treinamentos online para a posterior aplicação da ferramenta. Além disso, um delineamento descritivo longitudinal foi realizado para explorar a eficácia da implementação do ImPaC após 6 meses de uso. Por fim, o estudo evidenciou que a aplicação do recurso ImPaC sugere uma melhora dos desfechos clínicos por meio da mudança da prática da dor que pode promover redução de procedimentos dolorosos, aumento da avaliação da dor e aumento do tratamento da dor em neonatos. Além disso, os pesquisadores destacam a importância da aplicação da ferramenta em unidades que considerem a individualidade de cada neonato, já que cenários em que utilizam padronização “one-size-fits-all” não é ideal para a aplicação do ImPaC. Referência: Stevens B, Bueno M, Barwick M, et al. The implementation of infant pain practice change resource to improve infant procedural pain practices: a hybrid
type 1 effectiveness-implementation study. Pain. 2024;166(7):1587-1596. Published 2024 Dec 6. doi:10.1097/j.pain.0000000000003496 Escrito por Ana Carolina Teles Marçal.