Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Relações escolares

DOL · Dor On Line Edição 168 · Julho 2013 ⭳ Baixar em PDF

O artigo foi realizado com base em uma pesquisa organizada pela OMS, intitulada HBSC- Pesquisa em Saúde Comportamental em Crianças em Idade Escolar- na região da Bélgica com discentes que falam a língua flamenga. O HBSC tem por finalidade obter dados sobre: saúde e bem estar do jovem, comportamento social e o seu contexto. O presente estudo tem como principais características o intuito de relacionar como adolescentes e crianças em idade escolar enfrentam a dor em relação à aspectos como: bullying, fatores sociais, econômicos e principalmente como o suporte no desenvolvimento de competências e autonomia dado pelos professores aos alunos, modulam o enfrentamento daquela condição dolorosa. Os autores destacam que a área carece de mais estudos, contudo utilizam principalmente a Teoria da Auto Determinação (SDT) para correlacionar o fator competências e autonomia como parâmetro para avaliar a relação do enfrentamento da dor com os aspectos: competências e autonomia. A autonomia refere-se à capacidade de governar por si mesmo, a liberdade intelectual ou moral. Já a competência refere-se à capacidade de um indivíduo interagir satisfatoriamente com o meio. As formas pelas quais os professores são capazes de promover a autonomia e as competências nos alunos são em ações como: incentivá-los a fazer escolhas, estabelecer metas e acompanhar o desenvolvimento das mesmas, elogiá-los e aumentar a segurança entre as relações sociais. Os autores demonstraram que os alunos que possuíam um nível maior de dor que provocava limitações em atividades como ir a escola, quando associados ao incentivo dados por professores em questão a autonomia e competências, estes tinham um número reduzido de faltas escolares em contraste a alunos que não possuíam apoio do professor, mas relatavam dores que limitavam o cotidiano. A relação escolar apresentada demonstra que mais estudos devem ser realizados, no sentido de estipular quais são as formas como o docente deve agir para atingir um nível satisfatório de estimulação nos alunos, bem como para compreender como a dor pediátrica pode ser enfrentada mediante ações positivas de autonomia e desenvolvimento de competências. Referências: Vervoort T, Logan DE, Goubert L, De Clercq B, Hublet A. Severity of pediatric pain in relation to school-related functioning and teacher support: an epidemiological study among school-aged children and adolescents. Pain. 2014 155(6):1118-27. Niemec CP, Ryan RM. Autonomy, competence and relatedness in the classroom. Applying self-determination theory to educational practice. Theor Res Educ 2009 7:133–44. Guimarães, SER, Boruchovitch, E. O estilo motivacional do professor e a motivação intrínseca dos estudantes: uma perspectiva da Teoria da Autodeterminação. Psicol. Reflex. Crit. [online]. 2004 17, 2, 143-150.

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