Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Retorno ao trabalho após lesão cervical

Pesquisa realizada em dois centros médicos indicou que voltar ao trabalho em até duas semanas pós-intervenção terapêutica, ajuda na manutenção dos ganhos e no controle da dor. Outro fator primordial é que pacientes que não retornaram ao

DOL · Dor On Line Edição 203 · Junho 2017 ⭳ Baixar em PDF

Pesquisa realizada em dois centros médicos indicou que voltar ao trabalho em até duas semanas pós-intervenção terapêutica, ajuda na manutenção dos ganhos e no

controle da dor. Outro fator primordial é que pacientes que não retornaram ao trabalho, tiveram seus ganhos em relação ao nível de dor e incapacidade, diminuídos.
O estudo ainda sugere de acordo com seus achados e corrobora com outros estudos que o fato de ficar sem trabalhar prejudica o estado mental dos indivíduos ficando mais suscetíveis a ansiedade, depressão, obesidade e suicídio.
Não voltar ao trabalho não implica piora e sim a não manutenção dos resultados obtidos pela reabilitação. O retorno ao trabalho é influenciado pelo grau da lesão e pelo estado metal do indivíduo, pessoas diferentes geram respostas e logicamente resultados diferentes.
Participaram do estudo 148 voluntários destes 110 concluíram o estudo, incapacitados ao trabalho de 8 a 40 semanas, estes participaram durante 7 semanas de um programa modelo para reabilitação pós lesão por chicote cervical, com follow-up de 1 ano. O estudo é comandado por Michael Sullivan pesquisador reconhecido mundialmente por desenvolver a escala de dor catastrófica (PCS), traduzida desde 1995 em mais de 25 línguas.
Nota Crítica: o modelo de reabilitação usado no estudo apesar de validado é referende a uma coleta de dados realizada em 2001 e publicado em 2006. A ciência muda a cada dia e logicamente os tratamentos avançam. Hoje quando se trata de coluna vertebral existe o modelo de Sub-Grupos originalmente chamado de Treatment Based-Classification (TBC), onde os pacientes são reabilitados por tratamentos que os preditores avaliativos direcionam. Pessoas com estado mental e lesões diferentes, reabilitados por condutas especificas para cada caso. Esse fato poderia mudar o desfecho de pacientes que não conseguiram voltar ao trabalho. Referências:
* Michael Sullivana,c, Heather Adamsb, Pascal Thibaultc, Emily Moorec, Junie S. Carrierec, Christian Larivie. Return to work helps maintain treatment gains in the rehabilitation of whiplash injury. Pain. 2017, 158(5): 980-987.
* Suissa S, Giroux M, Gervais M, Proulx P, Desbiens C, Delaney JA, Quail 3, Stevens B, Nikola) S. Assessing a whiplash management model: a population-based non-randomized intervention study. J Rheumatol. 2006 ; 33(3):581-7.
* Graduado em Fisioterapia Universo-GO (2010), pós graduado em Traumato- ortopedia e Desportiva PUC-GO (2012). Docente na Pós Graduação Mundo Fisio. Professor titular Pilates Motor Control. Formação nos conceitos Mulligan, Maitland, método Busquet. Fisioterapeuta na Academia Body Tech.
Alerta submetido em 30/05/2017 e aceito em 05/06/2017.

← Voltar à edição 203