Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Risco de parada cardíaca aumenta com o uso de analgésicos

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Copenhagen na Dinamarca observou que analgésicos da classe dos anti-inflamatórios não-esteroidais (AINES) aumentam o risco de problemas cardíacos fatais. Os pesquisadores analisaram 29.0

DOL · Dor On Line Edição 205 · Agosto 2017 ⭳ Baixar em PDF

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Copenhagen na Dinamarca observou que analgésicos da classe dos anti-inflamatórios não-esteroidais (AINES) aumentam o risco de problemas cardíacos fatais. Os pesquisadores analisaram 29.000 casos de pacientes que sofreram uma parada cardíaca entre os anos de 2001 a 2010 e que utilizaram medicamentos analgésicos num período de 30 dias antes do ataque. Os dados foram comparados com os da população geral que fez uso de medicamentos. Surpreendentemente, o diclofenaco aumentou em 50% o risco de uma parada cardíaca e o ibuprofeno, em 31%, quando comparado aos pacientes que não fizeram o uso destes medicamentos. Outros três AINES, naproxeno, celecoxibe e rofecoxibe não foram associados com um maior risco de ataque cardíaco.
Os pesquisadores acreditam que este estudo deve servir como um alerta para a população em geral e para os médicos, uma vez que a grande maioria destes medicamentos pode ser comprada sem receita médica e, como qualquer medicamento, podem induzir efeitos colaterais. Os autores sugerem que estes medicamentos devem ser evitados em pacientes com doenças cardiovasculares ou com muitos fatores de risco cardiovascular, uma vez que podem ser fatais. A automedicação deve ser evitada sempre. Assim, procure um médico sempre que sentir algo diferente e pergunte ao farmacêutico em caso de dúvida sobre qualquer medicamento.
Referência: Schmidt M1, Fosbol EL, Torp-Pedersen C, Olsen AS, Christensen B, Gislason GH. Cardiovascular risks of non-steroidal anti-inflammatory drugs treatment. Ugeskr Laeger. 2016; 178(52). pii: VOB160612.
Alerta submetido em 17/03/2017 e aceito em 21/03/2017.

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