Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Ser mulher também significa ter mais dor

DOL · Dor On Line Edição 94 · Maio 2007 ⭳ Baixar em PDF

As mulheres sentem mais dor do que os homens, de acordo com diversos estudos que investigam a epidemiologia da dor. Por exemplo, para cada cinco mulheres com enxaqueca, há um homem, segundo matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo no mês passado. Outro exemplo é a fibromialgia, doença que acomete quatro mulheres para cada homem. Entre as principais dores mais observadas nas mulheres estão a dor nos ombros, na coluna vertebral e na região pélvica, além da enxaqueca, fibromialgia e distúrbios na articulação temporomandibular (ATM). Isso sem mencionar as dores específicas do gênero, como as cólicas menstruais e aquelas presentes durante a gestação e o parto. Mas quais são os motivos para essa maior incidência na população feminina? Apesar dos estudos serem ainda pouco conclusivos, a hipótese atualmente aceita é relacionada à variação dos níveis do hormônio feminino (estrógeno), cuja flutuação poderia fazer com que as mulheres percebessem a dor de maneira diferente. Vale também ressaltar que, em muitos países, as mulheres recebem menos tratamento para dor, devido a fatores culturais, econômicos e políticos. Diante deste cenário, a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), com apoio de diversas associações mundiais, lançou em 2007/2008 uma campanha internacional em prol do combate à dor na mulher. Esta importante iniciativa visa aumentar o conhecimento sobre essas condições dolorosas, incluindo os sinais e sintomas mais relevantes, relacionando-as principalmente à maior incidência nas mulheres. Além disso, procurará incentivar pesquisas na área da dor relacionadas ao gênero, visando, também, o desenvolvimento de tratamentos específicos para a população feminina. Fonte: Problema afeta mais as mulheres do que os homens. Jornal O Estado de São Paulo, 27 de abril de 2008 - pA28. Maiores informações no site da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor ( www.dor.org.br ).

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