
Será que a fibromialgia não é mais uma doença invisível?
A fibromialgia é caracterizada por dor muscular generalizada, fadiga e pontos dolorosos sensíveis à pequena pressão, localizados no pescoço, nas costas, nas clavículas e extremidades superiores e inferiores. Pesquisadores franceses, usando tomografia computadorizada, um método que mede o fluxo sanguíneo no cérebro, detectaram anormalidades localizadas em determinadas regiões cerebrais. E daí? O fato de que, na fibromialgia, as imagens musculoesqueléticas são negativas, levou à denominação de “síndrome invisível”. Todavia, já se observara anteriormente que algumas áreas cerebrais de pacientes fibromiálgicos apresentavam fluxo de sangue exagerado, enquanto que, em outras regiões, esse fluxo estava bastante diminuído. O líder do estudo, Eric Gueldj, estudando estatisticamente as imagens obtidas de todo o cérebro, e comparando sua atividade funcional com vários parâmetros relacionados com a dor (ansiedade, depressão, desabilidades, por exemplo), confirmou estas observações iniciais. Além disso, relacionou esses dados à seriedade dos casos, observando que havia maior fluxo sanguíneo nas áreas cerebrais que discriminam a intensidade da dor, porém circulação diminuída nas áreas que consideradas serem associadas às respostas emocionais à dor. Contudo, não foi encontrada relação entre anormalidades no fluxo sanguíneo e depressão e ansiedade. Fonte: Science Centric, 3, November 2008 Comentário original: http://www.sciencecentric.com/news/article.php?q=08110336