
Síndrome do COVID LONGO: dor articular e muscular em pacientes pós-
covid-19 Estudo prospectivo realizado na Itália revela que após um ano mais de 50% dos casos leves e moderados de covid-19 evoluíram com dor nos músculos e articulações. O estudo objetivou identificar os pacientes com maior potencial de des
covid-19 Estudo prospectivo realizado na Itália revela que após um ano mais de 50% dos casos leves e moderados de covid-19 evoluíram com dor nos músculos e articulações. O estudo objetivou identificar os pacientes com maior potencial de desenvolver dor para estabelecer estratégias de prevenção e tratamento. Em março de 2020 foram avaliados 496 pacientes que testaram positivo para SARS-CoV-2, sintomáticos leves a moderados, com relação às queixas e sintomas. Os participantes responderam por telefone o Questionário de Infecção Respiratória Aguda (ARTIQ) na fase aguda da doença e repetiram após um ano. Os sintomas mais comumente encontrados foram: febre, alteração de paladar e olfato, sensação de cansaço, dores articulares e musculares. Após um ano destacou-se a dor muscular e articular como queixa frequente que impactou na qualidade de vida dos participantes. O risco de persistência da dor foi maior em mulheres entre 40 e 54 anos e sobrepeso. A presença de mais de três sintomas na fase aguda da doença foi um preditivo da persistência dos sintomas. O estudo concluiu que mesmo pacientes com sintomas leves podem apresentar sequelas de dor após um ano, prejudicando seu desempenho e qualidade de vida. Planejar estratégias de educação em saúde e reabilitação pode melhorar os resultados e reduzir os custos e afastamentos do trabalho por motivo de saúde. Referência: Boscolo-Rizzo P, Guida F, Polesel J, et al. Sequelae in adults at 12 months after mild-to-moderate coronavirus disease 2019 (COVID-19) [published online ahead of print, 2021 Jun 9]. Int Forum Allergy Rhinol. 2021;10.1002/alr.22832. doi:10.1002/alr.22832 Alerta submetido em 01/09/2021 e aceito em 02/09/2021. Escrito por Carina Fernandes Silva.