
Terapia cognitivo-comportamental reduz dor em adolescentes com
doença falciforme Um estudo recente revelou que um programa digital de terapia cognitivo- comportamental (TCC) se mostrou eficaz na redução da dor em adolescentes com doença falciforme. A pesquisa foi realizada em seis centros médicos nos E
doença falciforme Um estudo recente revelou que um programa digital de terapia cognitivo- comportamental (TCC) se mostrou eficaz na redução da dor em adolescentes com doença falciforme. A pesquisa foi realizada em seis centros médicos nos Estados Unidos e um no Canadá. A análise estatística mostrou redução significativa na intensidade média da dor ao longo de seis meses no grupo que recebeu a intervenção, bem como diminuição no número de dias com dor moderada ou intensa. Além disso, houve melhora nas estratégias de enfrentamento da dor e no humor momentâneo dos participantes. Foram selecionados 111 participantes entre 12 e 18 anos, oferecendo recursos como a educação e enfrentamento no comportamento de dor, técnicas de relaxamento, autogerenciamento e comunidade social ao longo de 12 semanas de intervenção. O estudo adotou um desenho de ensaio clínico de grupo paralelo,
randomizado e controlado, comparando dois grupos: um grupo utilizando o programa iCanCope com Doença Falciforme (iCC-SCD) e outro que recebeu educação convencional sobre a doença. Sendo assim, os resultados destacam os efeitos da TCC digital como uma ferramenta eficaz no manejo da dor crônica em adolescentes com doença falciforme, proporcionando melhor qualidade de vida. No entanto, é importante considerar que este estudo tem suas limitações, como a necessidade de mais pesquisas para validar esses achados em uma amostra mais ampla e diversificada. Referência: Palermo TM, Lalloo C, Zhou C, et al. A cognitive-behavioral digital health intervention for sickle cell disease pain in adolescents: a randomized, controlled, multicenter trial. Pain. 2024;165(1):164-176. doi:10.1097/j.pain.0000000000003009 Alerta submetido em 06/04/2024 e aceito em 03/05/2024. Escrito por Larissa Souza França e Mariana Jonas Smith.