Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Tolerância e sensibilidade à dor diferem entre negros americanos e caucasianos

DOL · Dor On Line Edição 9 · 2000 ⭳ Baixar em PDF

Negros americanos relatam níveis mais altos de dor crônica e maior sensibilidade à dor aguda do que brancos, de acordo com um estudo realizado pela equipe do Dr. Robert R. Edwards da Universidade do Alabama. No teste de tolerância à dor, o qual consistia na interrupção do fluxo sanguíneo de um braço e solicitação aos pacientes de que exercitassem a mão até a dor tornar-se intolerável, negros americanos pararam em média 4 minutos mais cedo que os brancos. Embora a diferença seja modesta, os resultados desta pesquisa esclarecem estudo anterior que mostrou que negros americanos tendem a receber tratamento inadequado para suas dores. Esta diferença relatada pode ser explicada no modo em como negros e brancos respondem ao estresse e à estimulação dolorosa, liberando substâncias analgésicas endógenas, como endorfinas e opioides. Além do teste de tolerância à dor, foram aplicados questionários para avaliar o impacto da dor na vida dos pacientes, níveis de inabilidade e o estado emocional. Negros e brancos relataram níveis similares de angústia, porém com pequenas diferenças na percepção da dor severa. Edwards menciona que há uma relação inversa entre tolerância à dor no laboratório e a experiência da dor crônica. Isto pode significar que as medidas de ambas, dor crônica severa e tolerância à dor experimental estejam ocultando a sensibilidade à dor, o que difere entre as raças.

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