Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Tratamento da dor da metástase óssea

O tratamento da dor oncológica encontra diversos desafios em seu gerenciamento acarretando queda significativa da qualidade de vida dos pacientes. Este estudo relatou um caso de câncer de mama com metástase óssea com dor intensa que foi

DOL · Dor On Line Edição 221 · Dezembro 2018 ⭳ Baixar em PDF

O tratamento da dor oncológica encontra diversos desafios em seu gerenciamento acarretando queda significativa da qualidade de vida dos pacientes. Este estudo

relatou um caso de câncer de mama com metástase óssea com dor intensa que foi manuseado utilizando diferentes abordagens terapêuticas.
Uma mulher de 38 anos, histórico familiar de câncer de mama, descobriu um nódulo em março de 2013 pelo autoexame e posteriormente foi diagnosticada com câncer de mama do tipo carcinoma ductal invasivo triplo negativo (estrogênio, progesterona e receptores HER2 negativos).
A paciente foi submetida a mastectomia, remoção dos linfonodos e 8 ciclos de quimioterapia adjuvante (4 ciclos de FAC 4 ciclos de Docetaxel), finalizando o ciclo em novembro de 2013 e iniciando tratamento radioativo até março de 2014.
Em março de 2015 queixou-se de dor torácica, foi realizada uma tomografia computadorizada onde foram detectadas metástases hepáticas e ósseas, com isto, iniciou-se a administração de ácido docetaxel + ácido zoledrônico com analgésico não opioide + paracetamol + anti-inflamatório não esteroide. Em maio de 2015 observou-se a progressão das metástases hepáticas e ósseas e foi estabelecido uma segunda linha de tratamento com Vinorelbine, Gemcitabine - ácido zoledrônico, bevacizumab e prescrição de analgésico opioide fraco - Tramadol. Em outubro foi administrada morfina devido as intensas dores abdominais.
Em 2016 a progressão da metástase óssea permanecia e além disto, a paciente relatava dores lombares severas que foram relacionadas a compressão da medula espinal. Foi prescrito a radioterapia paliativa antálgica, o ácido zoledrônico foi substituído por Denosumab e for acrescentado analgésico opioide - buprenorfina. Em setembro apresentou hipocalcemia como efeitos colaterais (Denosumabe) e foi reestabelecido via intravenosa. Em novembro, foi prescrito morfina 30mg e posteriormente 60mg, sendo esta considerada o tratamento de suporte mais eficaz para dor metastática intensa, possibilitando assim promover a qualidade de vida destes pacientes durante a árdua jornada contra o câncer.
Referências: I. Hadef, EHDM, Algeria. Bone Metastases' Pain Management: A Case Report. 17º Congresso Mundial sobre Dor da Associação Internacional para o Estudo da Dor, Boston, Estados Unidos, 12-16 de setembro de 2018.
Alerta submetido em 04/12/2018 e aceito em 04/12/2018.

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