
Um estudo prospectivo de preditores psicológicos, sociais e mecânicos de gravidade da dor de cabeça
Dores musculares são muito associadas a fatores ocupacionais, porém pouco se sabe sobre esses fatores como preditores de dor de cabeça. Em 2007, Stovner et. al. estimaram que aproximadamente 46% da população adulta no mundo é acometida por qualquer tipo de dor de cabeça, onde a maior prevalência foi observada em pessoas com menos de 60 anos, as mais prováveis de estarem empregadas. O objetivo do estudo foi, então, identificar fatores psicológicos, sociais e mecânicos associados ao trabalho, que possam influenciar na dor de cabeça. Para isso, os pesquisadores levantaram dados em várias empresas da Noruega e em algumas empresas os pesquisadores conseguiram fazer acompanhamento durante dois anos. Após analisar os dados coletados, os pesquisadores conseguiram associar uma maior gravidade de dor de cabeça acometendo mulheres e que a população acima dos 60 anos estava associada a níveis mais baixos de gravidade. O acompanhamento serviu para demonstrar fatores responsáveis por maiores ocorrências de dor de cabeça e fatores responsáveis pela gravidade da dor de cabeça. Assim, os pesquisadores conseguiram relacionar: demandas de trabalho, controle de decisões, controle sobre a intensidade do trabalho, conflito de papéis e satisfação no trabalho, com a gravidade da dor de cabeça. O estudo se faz interessante, pois não trata de dores de cabeça especificas, mas abrangeu todos os tipos e graus de dores de cabeça. Referência: Christensen J.A., Knardahl S. Work and headache: A prospective study of psychological, social, and mechanical predictors of headache severity. Pain. 2012; 153: 2119–32.