
Uso de (anti-inflamatório não esteroidal) AINES em pacientes idosos, uma observação acerca de diretrizes clínicas e recomendações
O uso de anti-inflamatório não esteroidal (AINES) nas populações idosas é significativo, pois geralmente os mesmos possuem algum tipo de dor crônica, mais frequentes a lombalgia e dor em diversas partes do corpo. Contudo, as diretrizes clínicas internacionais para o manejo da dor recomendam que a primeira linha de escolha não seja um (anti-inflamatório não esteroidal), e que se for necessário fazer o uso, que seja utilizado em um menor tempo possível. O estudo avaliou o uso de (anti-inflamatório não esteroidal) na população idosa masculina de Sydney, Austrália. Os pesquisadores avaliaram se as diretrizes clínicas sobre o uso de farmacoterapia para os sintomas da dor em idosos estavam sendo praticadas. Além disto, há a observação de uso concomitante de diversos medicamentos que podem causar interações. Segundo as diretrizes internacionais o tratamento da dor em idosos, a primeira linha terapêutica empregada deve ser o uso de paracetamol. Se os sintomas da dor não forem aliviados com o mesmo deve-se optar pelo uso de um (anti-inflamatório não esteroidal), inibidor seletivo da COX-2, associado com um Inibidor da Bomba de Prótons, sendo o uso de ambos recomendados pelo menor tempo possível. Os resultados encontrados demonstraram o uso principal de (anti-inflamatório não esteroidal) por longos períodos de tempo pelos idosos, contudo sem o uso em conjunto dos inibidores da bomba de prótons. O principal fator a ser destacado é que há a possibilidade tanto de ulcerações gástricas, como também de possíveis interações entre fármacos, podendo agravar o quadro de problema de saúde. O tema é de grande relevância, pois a tendência mundial é que o perfil populacional seja mais crescente da população idosa, superando as de adultos e crianças. Com isto tem-se a necessidade de observar e acompanhar esse paciente, seja no nível hospitalar ou no cotidiano, pois atividades desse gênero poderão mudar o perfil encontrado no estudo. Referência: Danijela Gnjidic, Fiona M. Blyth, David G. Le Couteur, Robert G. Cumming,Andrew J. McLachlan, David J. Handelsman, Markus Seibel, Louise Waite, Vasi Naganathan. Nonsteroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs) in older people: Prescribing patterns according to pain prevalence and adherence to clinical guidelines. Pain. 2014 155(9):1814-20.