Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Uso de buprenorfina no controle da dor

DOL · Dor On Line Edição 156 · Julho 2012 ⭳ Baixar em PDF

Jenelle Prins, uma paciente com dor crônica nunca foi capaz de viver sem tomar pelo menos alguma medicação para sua dor após acidente de carro (em 1998) e de avião (em 1999). Seu tratamento era através do uso de diversos analgésicos, tais como os opioides, incluindo morfina, adesivos de fentanil e a metadona, assim como os benzodiazepínicos. Contudo, a paciente gostaria de obter alívio da dor, mas sem ter tantos efeitos colaterais que são ocasionados por esses fármacos (tais como náuseas, tonturas, sedação e euforia). Prins foi encaminhada para o Oaklands Highland Hospital, onde foi submetida ao tratamento por um protocolo relativamente novo e que não é amplamente utilizado para tratar a dor. Administrações de buprenorfina, um opiáceo semi-sintético de ação agonista parcial desenvolvido na Inglaterra para tratar a dor, mas utilizado nos Estados Unidos da América (EUA), principalmente como um meio para que as pessoas retirassem o uso dos narcóticos tais como heroína, morfina e outros analgésicos opiáceos. A buprenorfina pode ser efetiva no alívio da dor, além de causar menos efeitos colaterais quando comparados com os efeitos adversos provocados pelos opiáceos comuns como a oxicodona, codeína ou morfina, que são utilizados para o alívio da dor crônica. A buprenorfina alivia a dor, possibilitando maior qualidade de vida ao pacientes e tem o benefício adicional de pouco suprimir o sistema respiratório, causa de muitas mortes por overdose a fármacos opioides. De fato, a overdose por prescrição de drogas é um enorme problema nos EUA, empatando com o acidente de carro como uma das principais causas de morte em todo o país. Mais de 1.650 pessoas nos EUA morreram de overdoses ocasionadas pela prescrição de analgésicos em 2010. Desde 2011, 120 pacientes foram tratados na clínica de Oakland com a buprenorfina, em um programa intensivo de 12 semanas que inclui sessões individuais e em grupo, aconselhamento psicológico e fisioterapia. Não obstante, mais pesquisas abordando o alívio da dor e drogas de abuso são necessárias para comprovar a eficácia da buprenorfina no alívio da dor crônica, e consequentemente, causando menos efeitos colaterais. O USA Food and Drug Administration (FDA) aprovou o uso oral da buprenorfina em 2002 para tratar a dependência a opioide, mas não para o alívio da dor. Algumas pesquisas com o uso da buprenorfina estão em testes, e para prescrevê-los, os médicos precisam solicitar uma licença especial para o órgão controlador (Drug Enforcement Administration). Referência: Chronicle research - Victoria Colliver is a San Francisco Chronicle staff writer. E-mail: vcolliver@sfchronicle.com Site:http://www.sfchronicle.com/health/article/Pain-control-without-dangerous-drugs-4577425.php?t=d5a79220b018969cf6

← Voltar à edição 156