
Uso de fluoroquinolonas podem favorecer a ocorrência de neuropatia periférica
O órgão regulador americano FDA (Food and Drug Administration) publicou, em agosto deste ano, um anúncio de segurança exigindo que os rótulos de medicamentos, bem como guias de medicamentos referentes aos fármacos antibacterianos da classe das fluoroquinolonas (levofloxacino, ciprofloxacino, moxifloxacino, norfloxacino, ofloxacino e gemifloxacino) fossem atualizados para alertar sobre possível risco de neuropatia periférica permanente, após administração oral ou injetável desses fármacos. Contudo, esse efeito adverso não esta associado às formulações tópicas de fluoroquinolonas aplicadas nos ouvidos ou olhos. Se um paciente desenvolve sintomas de neuropatia periférica, a fluoroquinolona deve ser interrompida e trocada por outro fármaco antibacteriano não-fluoroquinolona, a menos que o benefício da continuidade do tratamento com uma fluoroquinolona supere o risco. A neuropatia periférica é uma desordem nervosa que ocorre nos braços ou pernas. Os sintomas incluem dor, queimação, formigamento, dormência, fraqueza, hipersensibilidade mecânica e/ou térmica, entre outros. A neuropatia periférica pode ocorrer a qualquer momento durante o tratamento com fluoroquinolonas, persistindo por meses a anos após sua interrupção ou mesmo permanententemente. Portanto, pacientes que fazem uso de fluoroquinolonas e venham a desenvolver sintomas de neuropatia periférica, devem consultar os profissionais da saúde imediatamente, alerta o FDA. Vale ressaltar que estas instruções são válidas apenas nos Estados Unidos, país onde se encontra o órgão governamental FDA. Entretanto, cabe a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão regulamentador do sistema de saúde no Brasil, acompanhar e fiscalizar, bem como decidir posteriormente, se necessário, normas e critérios semelhantes aos publicados pelo FDA. Fonte: http://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/ucm365050.htm