
Uso de maconha medicinal em tratamento para pacientes com dor por ser uma alternativa
Recentemente está sendo vinculado em diferentes meios de comunicação o uso da maconha “sem barato” como alternativa para tratamento de pacientes com dor. O resultado é uma maconha com as mesmas propriedades medicinais da cannabis tradicional, mas sem o "barato" que faz com que muitos se oponham ao uso medicinal da planta. Um dos metabólitos secundários da planta, o canabidiol (CBD) não tem atividade psicotrópica, então, após ingerir esta substância, o paciente não tem nenhum efeito colateral indesejado, sendo a substância um poderoso anti-inflamatório. A cannabis é considerada uma droga ilegal em Israel, mas a Tikkun Olam obteve uma licença especial do Ministério da Saúde para desenvolver a maconha medicinal e cultiva diversas variedades da planta em estufas na Galileia, no norte de Israel. De acordo com Zachi Klein, diretor de pesquisa da empresa, mais de 8 mil doentes em Israel já são tratados com cannabis, recebendo a substância após mostrarem receitas médicas autorizadas pelo Ministério da Saúde. Ele explica que pelo menos três categorias de pacientes devem se beneficiar da nova variedade de maconha medicinal. Primeiro, as pessoas que precisam continuar a trabalhar durante o tratamento. Segundo, os idosos, porque eles seriam muito sensíveis ao THC. E em terceiro, crianças. Crianças como David, de 12 anos, diagnosticado com câncer e está sendo tratado com um tipo especial de maconha medicinal desenvolvida pelos cientistas. David guarda fotografias que são um registro dramático de seu estado há dois anos. Na época, por causa da quimioterapia, ele perdeu todo o cabelo e seu peso chegou a metade do que é hoje. "Eu costumava tomar morfina para a dor, mas o efeito não durava mais que alguns minutos", conta o menino. Hoje, David recebe doses da maconha especial, adicionada a chocolates, biscoitos e bolos. "O efeito da cannabis dura todo o dia. Sinto-me muito melhor. Finalmente, posso andar sem chorar por causa da dor nas pernas", diz. Fonte: www.terra.com.br