Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Divulgação Científica

Vinte e cinco anos de pesquisa em educação sobre dor - o que

descobrimos? O ano de 2018 foi considerado pela International Association for the Study of Pain (ASP) como de excelência para o ensino da dor. Devido a isto, a presente revisão objetivou sintetizar os achados de pesquisas sobre a educação

DOL · Dor On Line Edição 223 · Fevereiro 2019 ⭳ Baixar em PDF

descobrimos?
O ano de 2018 foi considerado pela International Association for the Study of Pain (ASP) como de excelência para o ensino da dor. Devido a isto, a presente revisão objetivou sintetizar os achados de pesquisas sobre a educação da dor de estudantes na área de saúde.
Foram incluídos 56 estudos nesta revisão, na qual foram divididos pelos seus objetivos, sendo estes: 1) O conhecimento, habilidades, atitudes e crenças dos alunos em relação à dor: Identificados como negativos quando não tem ensino de dor na graduação; 2) Análise curricular: Padrões mínimos de ensino da dor (baixo quantitativo no número de horas de ensino e pouco conteúdo), além do currículo proposto pela IASP com pouca ou nenhuma cobertura; 3) Desenvolvimento de currículos com ensino de dor: Evidenciam o estudo interdisciplinar e o desenvolvimento de competências para a educação da dor; 4) Perspectiva do aluno sobre a educação da dor: Percebe que a educação sobre dor é mínima e defendem a inclusão adicional de ensino da dor; 5) Outros fatores relevantes no ensino da dor: características pessoais de docentes, necessidade de desenvolvimento emocional e habilidade de comunicação, experiências prévias e fatores pessoais, sexo e raça.
Apesar do avanço de pesquisas sobre ensino da dor nos últimos anos, esta revisão demonstrou uma lacuna no conhecimento de futuros profissionais de saúde sobre a dor (ausência e/ou padrões mínimos de ensino na graduação), sendo necessário melhorar o ensino de dor e inclui-la na graduação. Esta revisão identificou que faltam estudos que abordam a eficácia da educação da dor nos resultados de pacientes e o envolvimento de pacientes nas pesquisas de ensino da dor, uma vez que os artigos focam apenas nos profissionais de saúde e docentes.
Referência: Thompson K, Johnson MI, Milligan J, Briggs M. Twenty-five years of pain education research-what have we learned? Findings from a comprehensive scoping review of research into pre-registration pain education for health professionals. Pain. 2018, 159(11):2146-2158.
Alerta submetido em 13/12/2018 e aceito em 13/12/2018.
2.0 doce e a dor
Um estudo recente demonstrou a capacidade do consumo de açúcar em diminuir a dor em animais de experimentação. O açúcar já é utilizado em recém-nascidos para gerar este efeito, além disso, em adultos, o açúcar se mantem como uma motivação para alimentação, mesmo com riscos no processo (Imagine um urso e

uma colmeia de abelhas...). A relação entre a dor e a recompensa ainda é um assunto explorado e o estudo deste alerta mostra um modelo experimental em ratos onde o consumo de bebidas açucaradas se associa a um efeito inibitório do comportamento destes animais à dor induzida por calor. Este efeito foi diferente da analgesia em recém-nascidos por não depender do sistema opioide e da via descendente inibitória (sistemas fisiológicos que promovem analgesia). O estudo encontrou o efeito associado ao sistema endocanabinoide supraespinal, explorando uma nova perspectiva do controle da dor pelo apetite e recompensa.
Referência: Davies AJ, Kim D, Park J, Lee JY, Vang H, Pickering AE, Oh SB. Hedonic drinking engages a supra-spinal inhibition of thermal nociception in adult rats. Pain. 2019 Jan 11 [Epub ahead of print].
Alerta submetido em 19/02/2019 e aceito em 19/02/2019.

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