
A enfermagem e a dor como quinto sinal vital: perspectiva
Embora a idéia original não seja brasileira, a mensuração da dor como quinto sinal vital é prática que tem sido incorporada em alguns hospitais do Brasil. Avaliar a dor rotineiramente como o são os sinais vitais (pressão sanguínea, pulso, temperatura, respiração) é uma estratégia
Embora a idéia original não seja brasileira, a mensuração da dor como quinto sinal vital é prática que tem sido incorporada em alguns hospitais do Brasil. Avaliar a dor rotineiramente como o são os sinais vitais (pressão sanguínea, pulso, temperatura, respiração) é uma estratégia interessante para a detecção e monitoramento do problema. No âmbito hospitalar, a avaliação dos sinais vitais é uma das grandes rotinas da equipe de Enfermagem e, como consegiiência, cabe a estes profissionais a maior demanda. Sendo assim, também caberá aos mesmos a avaliação e registro da dor, além de tomar providências para seu adequado tratamento. Sabemos que é relativamente comum na prática da Enfermagem a detecção, mesmo que sem o devido refinamento, da dor e a tentativa de seu alívio. Desta forma, independentemente de ser rotina padronizada oficialmente na instituição e em muitas unidades de internação, o registro da dor e comunicação da mesma à equipe multidisciplinar visando seu tratamento, são práticas relativamente constantes. Em geral, a equipe de Enfermagem não é "cega" à dor dos pacientes. O que ocorre, mais por despreparo do que por má vontade, é a inadequação do serviço. Por isso, a normatização da mensuração da dor como quinto sinal vital é importante. A detecção adequada da dor, per si, possui a grande importância de trazer atrelada à ela a necessidade de sua resolução. Então, esta prática torna-se aliada da Enfermagem, visto que a presença desta última nas unidades de internação, 24 horas do dia, possui como principal finalidade cuidar e proporcionar conforto. Então, nada mais coerente do que estes profissionais participarem ativamente de tais serviços. Finalizando, o tratamento da dor deve ser entendido como multidisciplinar o que cria a necessidade de autonomia e comunicação entre todos os profissionais. Para tal, é fundamental a formação de recursos humanos preparados para tais funções, o que cria a necessidade de revisão dos conteúdos curriculares dos cursos de graduação relacionados e aprimoramento dos profissionais atuantes no mercado.
* Enfermeira, Doutoranda do Departamento de Farmacologia da FMRP-USP







