Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

A remodelagem espinhal dendrítica contribui para o surgimento da dor neuropatia diabética

DOL · Dor On Line Edição 143 · Junho 2011 ⭳ Baixar em PDF

Quase metade de todos diabéticos sofrem de dor neuropática, sendo uma doença intratável. E a forma como o diabetes leva à dor neuropática é um mistério. Um trabalho recente publicado no The Journal of Neuroscience, dá indícios de como este mecanismo ocorre. Eles descobriram que as espinhas dendríticas do corno dorsal contribuem para a sensação dolorosa em pacientes com diabetes. Os pesquisadores notaram espinhas dendríticas anormais que foram associadas com o aparecimento e manutenção da dor. A remodelagem que ocorre na plasticidade dendrítica pode ser o processo que contribui para a dor neuropática em animais diabéticos. A presença de espinhas malformadas deverá coincidir com a dor e ao reverter este processo com uma droga reduzir-se-ia a dor crônica, já que com a indução do diabetes observou se espinhas dendrítcas menores, mais estreitas e pouco abauladas. Após quatro semanas de indução do diabetes com estreptozotocina (STZ), injeções de um inibidor específico para Rac 1 (NSC23766) – uma GTPase, envolvida em múltiplas funções celulares, e que pode regular a morfologia e funções das espinhas dendríticas levaram a uma redução nos sinais de dor diabética, a uma diminuição da excitabilidade neuronal e disparos espontâneos; a diminuição da atividade dos neurônios WDR e da hipernocipção mecânica durante aproximadamente 3 dias. Estes resultados sugerem que a remodelagem das espinhas dendríticas contribui para a dor neuropática. Mudanças morfológicas nas espinhas dendríticas são mecanicamente ligadas ao surgimento da dor neuropática diabética. Referência: Tan AM, Samad OA, Fischer TZ, Zhao P, Persson AK, Waxman SG. Maladaptive dendritic spine remodeling contributes to diabetic neuropathic pain. J Neurosci. 2012 32(20):6795-807.

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