Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Ciência e Tecnologia

Ácido lisofosfatídico (LPA) e associação a episódios de prurido e dor

Pesquisadores da Alemanha, através de um estudo clínico, encontraram que em humanos o ácido lisofosfatídico (LPA) pode causar dor e coceira dependendo do modo de aplicação, ativando as fibras C aferentes. A coceira pode surgir da ativação f

DOL · Dor On Line Edição 262 · Maio 2022 ⭳ Baixar em PDF

Pesquisadores da Alemanha, através de um estudo clínico, encontraram que em humanos o ácido lisofosfatídico (LPA) pode causar dor e coceira dependendo do modo de aplicação, ativando as fibras C aferentes. A coceira pode surgir da ativação focal de poucas fibras nervosas com contraste espacial distinto. Ademais, a estimulação pode ocorrer, também, através de algumas combinações específicas de subclasses de fibras. É relatado que LPA tem potencial pruridogênico a partir de sua detecção em soro de pacientes com doenças hepáticas colestáticas. Também, a atividade da principal enzima produtora de LPA, a autotaxina (ATX), correlacionou-se com a intensidade do prurido e a resposta a intervenções terapêuticas. Em roedores, o LPA provocou tanto comportamentos relacionados à coceira quanto comportamentos semelhantes à dor aguda. Está presente no líquido cefalorraquidiano e, em roedores, a injeção intratecal de LPA induz sintomas neuropáticos dolorosos, e reorganização dos circuitos do corno dorsal espinhal. Todos os experimentos do estudo foram realizados em trinta e cinco indivíduos saudáveis (18 mulheres, 17 homens, idade: 18-35 anos), que participaram do estudo psicofísico e 28 indivíduos saudáveis no estudo de microneurografia (17 mulheres, 11 homens, idade: 19-35 anos). Referências: DÜLL, M. M. et al. Lysophosphatidic acid activates nociceptors and causes pain or itch depending on the application mode in human skin. Pain, 2022. v. 163, n. 3, p. 445–460. Alerta submetido em 14/03/2022 e aceito em 21/03/2022. Escrito por Euller Fernandes Lopes.

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