Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Atividade analgésica de três plantas conhecidas popularmente por nomes de medicamentos é demonstrada experimentalmente em testes para avaliar nocicepção periférica e central

DOL · Dor On Line Edição 90 · Janeiro 2007 ⭳ Baixar em PDF

Painel apresentado por Pires e Mendes, do Departamento de Psicobiologia do Cebrid e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), respectivamente, investigou o efeito analgésico e anti-inflamatório de extratos hidroalcoólicos de três plantas do bioma brasileiro com perfil etno-farmacológico analgésico. Camundongos receberam por via oral doses de 500 e 1000 mg / Kg, 30 minutos antes da aplicação dos estímulos álgicos (injeção de formalina ou ácido acético no método de nocicepção visceral, sendo o efeito avaliado no teste de contorções abdominais, ou aplicação de estímulo térmico no método de nocicepção térmica de placa quente). Animais que receberam morfina e ácido acetilsalicílico foram utilizados como grupos-controles. A prospecção de fármacos e biomoléculas capazes de induzir analgesia é muito importante, mas a exploração de extratos brutos de plantas é muitas vezes confusa, devido à riqueza da química de metabólitos secundários que, muitas vezes, é encontrada no reino vegetal. Uma das espécies estudadas, por exemplo, o boldo-brasileiro (Plectranthus barbatus Andrews), apresenta inúmeros constituintes químicos, como barbatusol, barbatol, barbatusina, cariocal, ciclobutatusina, colenol, coleol, coliona, óleo essencial (rico em guaieno e fenchona), ferruginol e forskolina. As folhas frescas contêm 0,1% de óleo essencial e, as folhas secas ao ar, 0,3%. Assim, tem-se uma ideia da diversidade de testes necessários para se identificar os produtos que podem ter atividade e utilidade terapêutica. Neste trabalho, os autores se limitaram apenas à fase hidroalcoólica dos extratos das plantas em questão, mostrando que os extratos apresentam efeito antinociceptivo periférico em diferentes graus, já que funcionaram no teste do ácido acético e na segunda fase da formalina, mas não apresentaram atividade nos testes da placa quente e na primeira fase da formalina. Segundo os autores, uma vez que estes testes são apropriados para avaliar ação analgésica central, pôde-se diferenciar o local da ação observada. Trabalho original: Atividade analgésica periférica de três plantas conhecidas popularmente por nomes de medicamentos - Poster 09.092 Autores e procedência do estudo: Pires, J. M.1; Mendes, F. R.2 - 1Cebrid - Depto de Psicobiologia; 2UNIFESP - EPM – Psicobiologia.

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