
Benefício de um programa de educação em dor para pacientes com dor
crônica Estudo de caráter observacional, retrospectivo, realizado no Centro de Terapias da Associação de Assistência à Criança Deficiente de São Paulo, mostrou que um programa de educação em dor (PED) reduziu a intensidade dolorosa em pacie
crônica Estudo de caráter observacional, retrospectivo, realizado no Centro de Terapias da Associação de Assistência à Criança Deficiente de São Paulo, mostrou que um programa de educação em dor (PED) reduziu a intensidade dolorosa em pacientes portadores de dores crônicas. Baseado na alta prevalência de dor cônica, a pesquisa realizada entre 2018 e 2019, objetivou a avaliar se o PED traz benefícios aos pacientes com dor crônica de distintas etiologias. Foram incluídos no estudo 24 pacientes com dor crônica submetidos a fisioterapia casual. O PED consistiu na disponibilização de informações aos pacientes, que foram passadas por meio de aulas com recursos áudio visuais, vídeos e panfletos,
sobre neurociência e fisiopatologia da dor, possibilitando maior compreensão sobre os fatores causais e agravantes da dor. A percepção dolorosa foi avaliada antes e depois do PED, utilizando questionários para quantificação de cinesiofobia, catastrofização, qualidade de vida e percepção da doença. Os resultados mostraram redução nos níveis de dor, melhora na qualidade de vida, com destaque para o sono, aumento de atividade física e uso adequado de analgésicos, após a participação no PED. Em conclusão, a aplicação do programa de educação em dor, com utilização de recursos simples e didáticos, resultou em melhora no quadro clínico, podendo representar mais uma estratégia para a terapêutica de pacientes com dores crônicas. Referência: PONTIN, J. C. B.; GIOIA, K. C. S.; TERAMATSU, C. T.; MATUT, G. S.; MAFRA, A. D. L. Efeitos positivos de um programa de educação em dor em pacientes com dor crônica: estudo observacional. BrJP. São Paulo, 2021 abr- jun;4(2):130-5. DOI 10.5935/2595-0118.20210026 Alerta submetido em 04/10/2021 e aceito em 04/10/2021. Escrito por Murilo de Jesus Porto.