
Cinquenta tons de dor - indivíduos masoquistas e a via descendente de
inibição da dor Um estudo clínico realizado por pesquisadores franceses em 2022 demonstrou que indivíduos com comportamento masoquista possuem maior ativação da via descendente de inibição da dor frente a imagens masoquistas, em comparação
inibição da dor Um estudo clínico realizado por pesquisadores franceses em 2022 demonstrou que indivíduos com comportamento masoquista possuem maior ativação da via descendente de inibição da dor frente a imagens masoquistas, em comparação com indivíduos controle. Considerando que as emoções podem influenciar a percepção da dor, foram apresentadas imagens neutras, positivas, negativas e masoquistas como estímulos emocionais. Em seguida, a intensidade da dor evocada por estimulação elétrica foi avaliada pelo participante e pela amplitude do reflexo nociceptivo de flexão (RII). Inicialmente, o perfil psicológico e os limiares de detecção e dor frente a estímulos térmicos foram estabelecidos nos participantes dos grupos “controle” e “masoquista”. Os parâmetros avaliados na primeira sessão foram semelhantes entre os grupos, o que sugere que os mecanismos fisiológicos são normais em indivíduos masoquistas. Em um segundo momento, durante a estimulação elétrica concomitantemente à apresentação das imagens, ambos os grupos relataram ausência de mudança, redução ou aumento na intensidade da dor, respectivamente, a imagens neutras, positivas e negativas. Diante das imagens masoquistas, apenas os indivíduos masoquistas relataram redução da intensidade da dor, além de uma redução da amplitude do RII. O estudo aponta que, frente à imagens masoquistas, indivíduos com comportamento masoquista apresentaram redução da dor e da amplitude do reflexo nociceptivo, o que indica a maior ativação da via descendente de inibição da dor. Referência: Baudic S, Poindessous-Jazat F, Bouhassira D. Pain and masochistic behavior: The role of descending modulation. Eur J Pain. 2022;26(10):2227-2237. doi:10.1002/ejp.2037 Alerta submetido em 30/10/2022 e aceito em 01/11/2022. Escrito por Sthefane Silva Santos.