
Enxaqueca e estruturas do cérebro
A enxaqueca é uma doença multifatorial com condição clínica configurada por vários graus de dores internas. Essas dores são pulsáteis e latejante por causa da pressão exercida por vasos sanguíneos dilatados no tecido nervoso cerebral. O tratamento leva em consideração as características da dor e a frequência das crises. Segundo a Sociedade Internacional de Cefaleias há uma classificação de dores de cabeça, que atualmente chega a cerca de 150 formas. A enxaqueca é uma das mais frequentes que pode ser de duas formas, com ou sem aura. A aura é um fenômeno neurológico específico coma alterações visuais que ocorre antes do aparecimento da dor. Uma meta analise foi apresentada na revista Neurology, pelo pesquisador Messoud Ashina, para avaliar a relação entre enxaqueca com as estruturas do cérebro. A enxaqueca pode ser considerada um problema leve sem danos ao cérebro, mas o estudo mostra outra realidade. Foram realizados seis estudos populacionais e treze clínicos com participantes de grupos controles e grupos com crise de enxaqueca com ou sem aura, eles se submeteram a uma prova de imagem de ressonância magnética do cérebro (MRI), técnica que permite determinar propriedades de uma substância e nesse estudo foram avaliados três estruturas do cérebro, substância branca (WMA), lesões como o infarto (infarct-like lesions) e alteração do volume. Os resultados sugerem que a enxaqueca principalmente com aura, pode ser um fator de risco para alterações estruturais no cérebro de várias formas, depois da ressonância ficou constatado um risco de lesão na substância branca e mudança no volume do cérebro. Mais estudos são importantes para determinar o vínculo entre as mudanças estruturais do cérebro e a frequência e duração da enxaqueca. Referência e fonte: Bashir A, Lipton RB, Ashina S, Ashina M. Migraine and structural changes in the brain: A systematic review and meta-analysis. Neurology. 2013 Aug 28. http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2013/08/28/enxaqueca-pode-alterar-o-cerebro-permanentemente-segundo-estudo.htm