
Estímulos dolorosos em recém-nascidos podem contribuir para reação
futura a estímulo de dor Os recém-nascidos (RNs) possuem um sistema nervoso imaturo, o que favoreceu a crenças de que não sentiam dor. No entanto, estudos de imagem, experimentos com modelos animais e humanos concluíram que os mecanismos pr
futura a estímulo de dor Os recém-nascidos (RNs) possuem um sistema nervoso imaturo, o que favoreceu a crenças de que não sentiam dor. No entanto, estudos de imagem, experimentos com modelos animais e humanos concluíram que os mecanismos presentes em adultos estavam também em RNs, comprovando que estes sentem dor e respondem a estímulos. Além disso, vivências dolorosas podem influenciar em sua reação futura a estímulos dolorosos. Estudo brasileiro buscou elucidar se a via de parto poderia contribuir para o aumento da dor nos recém-nascidos. A amostra foi constituída de 83 mães entre 37 e 41 semanas e seis dias de gravidez, para participarem da pesquisa elas não poderiam ter bolsa rota acima de 18 h. Assim, cumprindo os requisitos totalizou-se 83 recém-nascidos. O estímulo doloroso para a avaliação da dor foi a administração intramuscular de Vitamina k, injeção padronizada pelo Ministério da Saúde, logo após o nascimento. Para a avaliação da dor foram utilizadas as escalas de dor: Escala Sistema de Codificação da Atividade Facial Neonatal (Neonatal Facial Coding System - NFCS) e Escala de Conforto e Comportamento (COMFORT Behavior Scale (COMFORT b) e a
frequência cardíaca (FC). Os parâmetros foram analisados antes, imediatamente e 10 minutos após o estímulo. Não foram observadas alterações na percepção dolorosa quando comparadas as vias de parto utilizando-se a avaliação pelas escalas supracitadas. Porém, a FC dos recém-nascidos de parto cesariano aumentou significativamente em relação aos recém-nascidos de parto vaginal após 10 minutos do estímulo doloroso. Apesar da diferença encontrada, não é recomendado utilizar isoladamente parâmetros fisiológicos como a FC para a avaliação da dor. Tendo em vista que podem ser influenciados por uma variedade de estímulos além daqueles dolorosos. Referência: Ferreira, Ester Angélica Luiz et al. Avaliação da dor em recém-nascidos de parto vaginal e cesariana antes e após injeção intramuscular. BrJP. 2020; 2595- 3192. doi.org/10.5935/2595-0118.20200021. Alerta submetido em 15/09/2020 e aceito em 09/10/2020. Escrito por Ivanete de Freitas Lisboa.