Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
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Estudo evidencia que o caminho até o diagnóstico da endometriose pode

ser pode ser longo e doloroso Um estudo realizado por pesquisadores da Sigmund Freud University, Áustria, evidenciou, por meio de entrevistas, a experiência, impactos e efeitos da dor em mulheres com endometriose. A endometriose é uma doenç

DOL · Dor On Line Edição 268 · Novembro 2022 ⭳ Baixar em PDF

ser pode ser longo e doloroso Um estudo realizado por pesquisadores da Sigmund Freud University, Áustria, evidenciou, por meio de entrevistas, a experiência, impactos e efeitos da dor em mulheres com endometriose. A endometriose é uma doença crônica e estimulada pela ação de hormônios femininos, na qual o endométrio cresce fora da cavidade uterina. Estima-se que ela ocorra em cerca de 10-15% das mulheres em idade reprodutiva. Entre fevereiro e março de 2019 foram entrevistadas dez mulheres entre 22 e 51 anos com endometriose e o discurso destas foi avaliado com o objetivo de entender a experiência de dor de modo mais abrangente, incluindo sofrimento, impactos na vida, métodos de controle e as necessidades dessas pacientes. As participantes relataram atraso no diagnóstico de mais de dez anos e mesmo ao tomarem conhecimento da doença se depararam com a banalização de seus sintomas, sobretudo por pessoas do gênero masculino. Além disso, relataram prejuízo à vida social e dificuldades na realização das atividades da vida diária devido a dores tão intensas ao ponto de ficarem inconscientes. A busca por ajuda profissional muitas vezes foi tardia, pela associação com sintomas menstruais comuns. Uma entrevistada comentou: “Inicialmente achei bem normal. Tem tanta mulher que tem problema de menstruação”. Algumas das entrevistadas relataram também que ao buscar atendimento alguns profissionais não chegaram a suspeitar

da doença, informando que no período menstrual a dor era normal ou que teria origem psicológica. O estudo evidenciou que o caminho até o diagnóstico da endometriose pode ser pode ser longo e doloroso, acarretando sofrimento às mulheres que convivem com esse problema. Para evitar essa situação, a primeira ferramenta é a informação, tanto para as mulheres quanto para profissionais de saúde, o que poderá facilitar o diagnóstico e tratamento precoce. A mulher não deve naturalizar e conviver com a dor. Referências: 1) Jaeger, Margret, Gstoettner, Manuela e Fleischanderl, Ines“Um monstrinho dentro de mim que sai de vez em quando”: endometriose e dor na Áustria. Cadernos de Saúde Pública [online]. 2022, v. 38, n. 2 [Acessado em 15 de setembro de 2022], e00226320. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0102- 311X00226320>. Epub 11 de fevereiro de 2022. ISSN 1678-4464. https://doi.org/10.1590/0102-311X00226320. Alerta submetido em 01/09/2022 e aceito em 15/09/2022. Escrito por Dândara Santos Silva.

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