
Fatores que influenciam a qualidade de vida em pacientes com dor
crônica no Brasil Ao longo da vida, um indivíduo poderá experimentar alguma forma de dor crônica. Tal ocorrência, geralmente, traz limitações nas suas atividades cotidianas e laborais. A prática clínica tem demonstrado que o tratamento da d
crônica no Brasil Ao longo da vida, um indivíduo poderá experimentar alguma forma de dor crônica. Tal ocorrência, geralmente, traz limitações nas suas atividades cotidianas e laborais. A prática clínica tem demonstrado que o tratamento da dor é geralmente ineficaz ou deficiente, seja pela complexidade da dor ou pela existência de muitos fatores que podem intensificá-la. Um estudo transversal e descritivo desenvolvido na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, em São Paulo, avaliou 44 pacientes com dor crônica, visando conhecer como tal condição interfere na sua qualidade de vida. Entre eles 14 apresentavam dor de origem neuropática, 15 de origem oncológica e 15 de origem musculoesquelética, e todos eram assistidos por uma clínica de dor. Por meio de instrumentos validados, como a escala visual analógica de dor e diferentes questionários, os autores investigaram para cada tipo de dor crônica, quais fatores impactam na sua qualidade de vida. Utilizando o questionário SF12 (Health-related Quality of Life Questionnaire), a qualidade de vida foi analisada nos domínios mental e físico. O domínio mental incluiu aspectos emocionais, saúde mental, vitalidade e aspectos sociais. O domínio físico, por sua vez, englobou a saúde em geral, a capacidade funcional para realizar atividades, as dificuldades para desempenhar tais atividades e o quanto a dor interferiu nesse processo.
Dados de qualidade de vida indicaram que os dois domínios, físico e mental, foram afetados nos três tipos de dor crônica investigadas; contudo, o domínio físico sofreu maior impacto, o que evidencia a importância da reabilitação física em pacientes com dor crônica. De forma geral, houve uma redução relevante da qualidade de vida nesses pacientes, que foi mais severa nos indivíduos com dor neuropática. Outro aspecto importante observado no estudo é que, nos indivíduos com dor crônica, a má qualidade de vida está fortemente relacionada com a intensidade da dor, adesão ao tratamento, sonolência, ansiedade e depressão. O estudo evidenciou que, de um modo geral, a dor crônica reduz a qualidade de vida de seus portadores tanto no domínio físico quanto mental, mas esse impacto é ainda maior para pacientes com dor neuropática. Esse estudo evidencia aspectos sobre o perfil de portadores de dor crônica no Brasil, e indica que a construção do plano terapêutico deve considerar esses diferentes aspectos e a necessidade individual de cada paciente frente a sua dor. Referência: Rodrigues, Ana Carolina et al. Factors that influence the quality of life in neuropathic, musculoskeletal, and oncological pain. BrJP, São Paulo, v. 4, n. 1, p. 31-36, jan. 2021. Available from . access on 17 May 2021. Epub Mar 01, 2021. http://dx.doi.org/10.5935/2595-0118.20210011. Alerta submetido em 02/06/2021 e aceito em 07/07/2021. Escrito por Larissa Santana de Jesus.