
Há diferenças na resposta à dor em pacientes neurológicos que apresentam depressão?
Estudos recentes em neurologia clínica apontam que aproximadamente dois terços dos pacientes ambulatoriais têm dor, um terço apresenta depressão e 25% apresentam os dois sintomas. Com o intuito de determinar a persistência destes sintomas, Kroenke e cols., da Indiana University School of Medicine, EUA, avaliaram 483 pacientes neurológicos ambulatoriais, 3 e 12 meses após o início do tratamento. Os pacientes responderam a questionários sobre dor, depressão e estado geral de saúde. Os resultados demonstram que a dor persiste por mais tempo em pacientes que apresentam depressão severa no início do tratamento e o contrário também é verdadeiro. Embora este estudo não responda à questão de como a dor persistente leva ao desenvolvimento de depressão e vice-versa, diversos autores sugerem que pacientes depressivos têm respostas fisiológicas e psicológicas diferentes a estímulos dolorosos. Referência: Neurology, Aug 24, 63(4):674-7.