Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Idosos tem capacidade moduladora endógena reduzida

DOL · Dor On Line Edição 161 · 2013 ⭳ Baixar em PDF

A dor crônica acomete uma parcela considerável da população, tendo ênfase na população idosa, cerca de 60% dos idosos acima de 65 anos tem queixas de dores crônicas. O desequilíbrio da modulação endógena pode levar a quadros de dores crônicas ou até mesmo acentuarem essas condições. Há evidencias que o envelhecimento está relacionado a uma atividade reduzida da capacidade moduladora da dor. A partir de um modelo experimental que ativa o controle descendente, desencadeando a chamada offset analgesia, pesquisadores exploraram aspectos temporais do processamento da dor e investigaram as diferenças de idades e sexo, relacionando-os a diferente capacidade de modulação endógena da nocicepção. O estudo foi realizado com grupos de adultos e idosos saudáveis, submetendo- os a estímulos térmicos dolorosos em dois locais específicos (antebraço e palma da mão). Os resultados demonstram que o envelhecimento está relacionado de fato com a redução da capacidade modulatória da dor, demonstrando maiores scores de dor e menor offset analgesia, com isso, os idosos se tornam mais vulneráveis à cronificação da dor e a um maior risco de desenvolver doenças crônicas, possuindo quadros mais intensos do que de um adulto, enquanto que não houve diferenças relacionadas ao sexo. A partir destes resultados, os autores propuseram algumas possíveis relações entre essa intensificação de dor em idosos e mecanismos centrais e periféricos, exibindo alterações funcionais e bioquímicas nesses mecanismos e dando ênfase no processo do controle descendente que se torna prejudicado. A partir deste experimento podem-se explorar cada vez mais os mecanismos que ainda são desconhecidos e que podem está relacionados com a cronificação da dor observada nas populações idosas. Referência: Naugle KM, Cruz-Almeida Y, Fillingim RB, Riley JL 3rd. Offset analgesia is reduced in older adults. Pain. 2013 154(11):2381-7.

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