
Mulheres e o uso de Cannabis medicinal
Estudo transversal-cruzado realizado entre 2015 e 2019, em Israel, e liderado pelo pesquisador David Meiri, comparou homens e mulheres que fazem uso de Cannabis medicinal para tratar a dor crônica quanto ao risco de desenvolverem reações ad
Estudo transversal-cruzado realizado entre 2015 e 2019, em Israel, e liderado pelo pesquisador David Meiri, comparou homens e mulheres que fazem uso de Cannabis medicinal para tratar a dor crônica quanto ao risco de desenvolverem reações adversas. O estudo foi baseado nas evidências que mostram a maior susceptibilidade das mulheres de desenvolverem reações adversas quando fazem uso de Cannabis medicinal para tratar outros tipos de doenças. O estudo empregou questionário anônimo on-line para levantamento de dados demográficos e informações gerais sobre o uso medicinal da Cannabis para tratar dor crônica não associada ao câncer. Para o estudo foram admitidos apenas
homens e mulheres adultos, com diagnóstico médico para a dor crônica não associada ao câncer e que tinham licença para uso de Cannabis com finalidade terapêutica. Os resultados mostram que mulheres em uso de Cannabis medicinal apresentam maiores índices de reações adversas quando comparados aos homens, especialmente distúrbios do sistema nervoso central, gastrointestinais, musculoesqueléticos e visual. Conclui-se que as mulheres que usam Cannabis medicinal têm maior risco de desenvolver reações adversas, possivelmente devido às diferenças fisiológicas associadas a gênero, mas também pela composição química dos cultivares de Cannabis consumidos. Apesar dos importantes resultados, os resultados e conclusões do estudo são comprometidos pelo protocolo experimental adotado para obtenção dos dados. Referência: Aviram J, Lewitus GM, Vysotski Y, Berman P, Shapira A, Procaccia S, Meiri D. Sex differences in medical cannabis-related adverse effects. Pain. 2022 May 1;163(5):975-983. doi: 10.1097/j.pain.0000000000002463. PMID: 34538843; PMCID: PMC9009319. Alerta submetido em 02/05/2022 e aceito em 02/05/2022. Escrito por Jade Gomes da Costa Medeiros, João Pedro Macene de Oliveira e Quintino Moura Dias Júnior.