Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Música ajuda na recuperação de pacientes e reduz uso de remédios para dor

DOL · Dor On Line Edição 107 · Junho 2008 ⭳ Baixar em PDF

Os dados preliminares obtidos em um estudo sobre uso de música na recuperação de pacientes com problemas cardíacos são bastante interessantes. O trabalho, que será em breve publicado no periódico "Arquivos Brasileiros de Cardiologia", foi realizado durante a tese de Doutorado da musicoterapeuta Cláudia Regina de Oliveira Zanini, professora da Universidade Federal de Goiás, que avaliou o uso da técnica em pacientes hipertensos. Zanini observou 46 pacientes durante três meses. Metade deles participou de sessões de audição musical, composição e improvisação vocal, além de realizarem exercícios de respiração e relaxamento voltados para a música durante 30 minutos por semana. Ao final do período, a pressão arterial média desse grupo havia caído dos valores de 150 milímetros de mercúrio (mmHg)/90 mmHg para 133/80 mmHg. Já o grupo controle não apresentou redução significativa. Em outro estudo a cardiologista pediátrica Thamine Hatem, do Real Hospital Português de Beneficência, em Recife, verificou o efeito da música na recuperação mais rápida dos pacientes, já que as reações provocadas no organismo pela música podem diminuir o uso de sedativos e remédios para a dor. Hatem publicou, em 2006, uma pesquisa que avaliou a reação de 84 crianças com idade até 14 anos nas primeiras 24 horas pós-cirurgia cardíaca, depois de uma sessão de música erudita. "Dava para ver que, se a criança estava angustiada e chorosa, acalmava-se ao colocar o fone de ouvido; muitas crianças dormiam durante o processo". Na maioria dos estudos, as músicas utilizadas têm ritmos constantes, harmonias consonantes e são mais calmas, características que ajudam o paciente a relaxar. No entanto, fatores culturais e o gosto pessoal também devem ser levados em consideração na hora de utilizar a música como componente na recuperação do paciente. (JGF) Fonte: Folha de São Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u561812.shtml

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