
Níveis altos de colesterol e intensidade de enxaqueca
A hipercolesterolemia, conhecido como “colesterol ruim no sangue” está associada com entupimento de vasos sanguíneos e risco de infarto e acidentes vasculares encefálicos. Vários estudos têm demonstrado aumento dos fatores de risco cardiova
A hipercolesterolemia, conhecido como “colesterol ruim no sangue” está associada com entupimento de vasos sanguíneos e risco de infarto e acidentes vasculares encefálicos. Vários estudos têm demonstrado aumento dos fatores de risco cardiovascular e enxaqueca, mas, não há estudos entre os parâmetros de gravidade da dor de cabeça e níveis séricos de lipídeos.
A enxaqueca é um transtorno neurológico crônico caracterizado por dores de cabeça de moderadas a grave, cerca de um terço das pessoas veem uma aura, distúrbio visual, sensorial ou motor que antecede a enxaqueca, sendo incapacitante e um fator socioeconômico, pela perda de trabalho e custos à saúde. A enxaqueca tem sido implicada como fator de risco para acidente vascular encefálico isquêmico.
Um estudo com 52 pacientes com enxaqueca com e sem aura, antes e após tratamentos com medicamentos para a dor foi realizado. Este estudo mostra uma associação positiva e significativa entre a frequência e intensidade de enxaquecas com o colesterol total e o de baixa densidade (LDL), sendo que a enxaqueca com aura é o subtipo de dor de cabeça associada principalmente com os mais altos níveis de colesterol total, o estudo demonstra pela primeira vez redução significativa destes parâmetros lipídicos após a profilaxia da enxaqueca.
O método realizado foi analisando pessoas com diagnóstico de enxaqueca e foram definidos alguns critérios para selecionar os pacientes. Os membros da equipe analisaram registros médicos, número e intensidade das crises que foram medidas em escala numérica.
A associação de enxaqueca com doença cardiovascular e frequência das crises tem sido muito discutida nos últimos anos, por ser um dos fatores que podem estar envolvidos no aumento de risco cardiovascular.
De acordo com o estudo, houve uma redução do colesterol total e de LDL após uma terapia com medicamento para a profilaxia da enxaqueca, mas o mecanismo de ligação entre o perfil lipídico e enxaqueca é desconhecido, uma possibilidade é que uma maior frequência e intensidade das crises resultam em aumento da disfunção endotelial, estresse oxidativo e inflamação.
Esta pesquisa consistia em um numero maior de mulheres e o número de pacientes selecionados foi pequeno para tirar conclusões definitivas, necessitando de mais estudos. Como são resultados preliminares, para pesquisas futuras, seria interessante avaliar o mesmo numero de mulheres e homens e se forem confirmados será importante para um melhor controle dos níveis de colesterol e redução do risco cardiovascular.
Referência: Tana C, Santilli F, Martelletti P, di Vincenzo A, Cipollone F, Davi G, Giamberardino MA. Correlation between Migraine Severity and Cholesterol Levels. Pain Pract. 2015, 15(7):662-70.
(Alerta submetido em 01/10/2015 e aceito em 08/10/2015)