Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Ciência e Tecnologia

O papel dos canabinoides na analgesia e outros sintomas de neuropatias

Uma revisão de literatura recente buscou correlacionar a neuropatia dolorosa e o uso de canabinoides como estratégia de tratamento. A amostra, que contou com artigos publicados entre 2004 e 2022, trouxe que os canabinoides têm se mostrado u

DOL · Dor On Line Edição 280 · Novembro 2023 ⭳ Baixar em PDF

Uma revisão de literatura recente buscou correlacionar a neuropatia dolorosa e o uso de canabinoides como estratégia de tratamento. A amostra, que contou com artigos publicados entre 2004 e 2022, trouxe que os canabinoides têm se mostrado uma alternativa possível para tratamento da dor neuropática (DN) e outros sintomas associados à neuropatia. A DN é consequência direta de doença ou lesão que afete o sistema somatossensorial, ocorrendo principalmente em pessoas diabéticas, idosos e pessoas que passaram por tratamento quimioterápico. Atualmente, o tratamento da DN é baseado em identificar causas reversíveis e promover controle dos sintomas. No entanto, há limitações relacionadas aos fármacos de escolha, principalmente quanto aos efeitos adversos, com alta taxa de intolerância e refratariedade dos sintomas. Como tratamento farmacológico de primeira linha,

estão os moduladores dos canais de cálcio, em segunda linha estão os antidepressivos tricíclicos e os inibidores duais da recaptação de norepinefrina e serotonina, e terceira linha, os opioides e os fármacos tópicos. Estudos recentes demonstram que o THC, um fitocanabinoide, pode auxiliar no aumento do efeito analgésico de opioides, atuando em receptores opioides e na síntese e liberação de opioides endógenos. Investigações sobre a utilização dos canabinoides vêm sendo indicadas para utilização nos sítios de ação analgésica, principalmente na medula espinhal, no cérebro e nas áreas periféricas, referentes a DN e dor sistêmica. Os canabinoides têm se mostrado tratamento potencial para a dor e outros sintomas associados a DN, como alterações de sono e distúrbios do humor. Porém, há limitações nos estudos desses fármacos: relacionadas às diversas vias de administração, falta de padronização de concentrações, pouco tempo de acompanhamento nos estudos clínicos e estudos com número de participantes reduzido. Referência: Sabo HW, Baptista AG. Neuropatias e o uso de canabinoides como estratégia terapêutica. BRJP. 2023;6(s1). doi:10.5935/2595-0118.20230012-pt Alerta submetido em 25/08/2023 e aceito em 02/09/2023. Escrito por Rafaela Silva Motta.

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