
Oxigênio pode ser alívio para cefaléias em salvas
Estudo liderado por pesquisadores da University Of California, em São Francisco, consistia na inclusão de pacientes com idade entre 18 e 70 anos que apresentaram cefaleia em salvas episódica, durando de sete dias a um ano com intervalos de um mês ou mais entre as séries, ou cefaleia em salvas crônica, durando mais de um ano sem remissão ou remissão durando menos de um mês (os ataques deveriam durar pelo menos 45 minutos). Cefaleias em salvas são caracterizadas por ataques de dor excruciante, na maioria das vezes na região periorbitária e têmporas, sendo comum a ocorrência da mesma em séries ou agrupamentos, com até oito ataques diários. Os participantes do estudo foram instruídos em como administrar o ar comprimido com auxílio da máscara facial. Todos eles receberam um cilindro com ar e outro com oxigênio a 100%, sendo instruídos a alternar os dois tratamentos, consistindo em um fluxo de 12L/min durante 15 minutos. Os pacientes não sabiam qual era o gás inalado e preenchiam formulários para avaliação da dor após 15 minutos de cada tratamento. Os resultados mostraram-se bastante animadores, pois a inalação do oxigênio foi quase quatro vezes mais efetiva que o tratamento com ar (placebo). Embora 20% dos pacientes que inalaram ar normal tenham alcançado certo alívio para a dor após 15 minutos, 78% daqueles que inalaram oxigênio obtiveram o mesmo nível de alívio. Com isso, está lançada uma nova esperança aos sofredores de cefaleia em salvas, a inalação do oxigênio, que é uma prática relativamente barata, efetiva e segura. É importante ressaltar que a pesquisa deixava os pacientes livres para, caso a inalação dos gases não aliviasse significativamente a dor, tomarem medicamentos. Portanto, ficou difícil a diferenciação do alívio da dor devido ao uso dos gases ou ao uso dos medicamentos. Referência: Cohen AS, Burns B, Goadsby PJ. High-flow oxygen for treatment of cluster headache: a randomized trial. JAMA. 2009 Dec 9;302(22):2451-7.