
Pesquisas demonstram que ajuda psicológica diminui a dor em pacientes
A dor crônica acomete milhões de pessoas no mundo inteiro. No Brasil, cerca de 28% da população diz sofrer desse mal. Não é incomum encontrarmos estes pacientes com muitas outras reclamações, além da dor. Como se sabe, a dor possui envolvimento bastante significativo de componente emocional, pois estímulos idênticos são sentidos de maneira diferente por cada indivíduo e muitos antidepressivos são utilizados como analgésicos para pacientes com dores crônicas (vide o alerta "Mais um medicamento para dor lombar crônica?" desta edição). Um paciente com dor crônica dificilmente consegue ter um estilo de vida normal, pois seu estado psicológico sofre muitas alterações. Por conta deste aspecto da dor crônica, o Centro de Dor e Neurocirurgia do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, criou há quatro anos um grupo de apoio psicológico gratuito para pacientes que sofrem de dor crônica, com a campanha “Viva sem dor”. A metodologia se baseia em um rodízio de pacientes, onde são atendidos 15 deles por vez, com sessões que duram cerca de uma hora, onde se discute as incapacidades e ressalta-se a importância da adesão ao tratamento psicológico e farmacológico. Este ano, o hospital adotou o tema da Associação Internacional de Estudo da Dor (IASP), a dor crônica de origem musculoesquelética. O hospital mostra resultados bastante positivos e incentivadores. A coordenadora da campanha acredita que não se pode pensar em tratamento de dor crônica apenas com medicamentos. E muitos pacientes desse grupo concordam com ela. Dona Stela, 51 anos, teve enxaqueca diariamente por 30 anos e não procurava ajuda médica, utilizava-se apenas de analgésicos. No entanto, a dor foi ficando insuportável e por fim ela resolveu procurar ajuda. Stela relata que a psicologia a ajudou a se conhecer e perceber que seu perfeccionismo desencadeava crises de enxaqueca. Hoje, ela relata ter crises quinzenais e para ela foi um avanço enorme. Para maiores informações, o Hospital Nove de Julho disponibiliza um telefone para contato: (11) 3539-9901. Há estudos que relatam a eficácia de tratamento psicológico na dor crônica, entretanto, a consulta a um médico especializado no assunto não pode ser dispensada. Fonte: http://www.fda.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/ucm232708.htm